Imigração: a 7 de Março Merkel precipitará a Crise terminal da UE? >>> Portugal precisa do Plano B

A 7 de março próximo, será a cimeira da União Europeia (UE) consagrada à imigração. É sabido que a chancelarina Merkel está preocupada com o assunto, que provavelmente lhe custará o emprego nos próximos meses. Por isso, acelerou o consenso do «Bunker» continental para impedir o êxodo das ilhas britânicas. Na próxima cimeira minieuropeia a Srª Merkel apresentará por certo um Diktat no ao seu jeito leninista. No espírito do «federalismo assimétrico» à Bismarck curto, mandará os outros europeus morrerem pela defesa das fronteiras alemãs e pagarem-nas, enviando tropas para as fronteiras meridionais e estabelecendo campos de concentração para os candidatos à imigração que a Comissão de Bruxelas/Berlim lhes distribuir.

Não é impossível que esta tática origine uma crise terminal da UE. O aventureirismo da Srª Merkel, ao abrir as fronteiras alemãs à invasão síria, tirou o chauvinismo alemão da caixa de Pandora e ostracizou os eslavos na UE. Os eslavos, seguindo aliás o húngaro Orban, apostam no nacionalismo, o que implica a crise da metodologia federalista quando aplicada à imigração: perderam a confiança na Srª Merkel e é duvidoso que a recuperem até ao dia 7 de março. Por isso, aliaram-se à Áustria para nacionalizarem a política de imigração. Mas a Srª Merkel precisa do federalismo: se a imigração for nacionalizada, ela torna-se expletiva na política alemã, e a CSU, já hoje mais próxima de Orban do que da chancelarina, exigirá que a AfD, o partido xenófobo, entre na coligação governamental. 

Esta crise resulta no essencial do «federalismo assimétrico» que Berlim impôs aos Estados-membros da UE com a ajuda de classes políticas nacionais suas clientes: a política de imigração da UE descarregou todas as responsabilidades, humanas e financeiras para os países da «linha da frente». Essa política só seria federal se a propensão marginal para emigrar fosse idêntica entre os noruegueses (vizinhos da Alemanha) e os sírios (vizinhos da Grécia). O leitor sabe bem que não é. Continuando na fase de desmantelamento esse federalismo assimétrico», os mass media dos credores parecem hoje acusar a Grécia pobre (e fronteiriça) de estar na origem das suas dificuldades com os estrangeiros por não conseguir contê-los.

A imigração já avançou bastante no desmantelamento da UE. O acordo da Áustria e dos eslavos viola os tratados. A Bélgica reintroduziu a fiscalização nas fronteiras para detetar terroristas imigrados vindos da selva de Calais – por não confiar no federalismo policial e estar farta de ser ofendida pelos franceses em matéria de segurança. A Hungria prepara-se para referendar a política de imigração comunitária.

A 7 de março o pior não está excluído. Comoparada com a segurança no emprego da Srª Merkel, que conta a vida dos imigrantes ou o bem estar dos europeus? Pouco, reconhecidamente pouco.  O Economista Português atribui ao cenário de crise a probabilidade suficiente para recomendar que o nosso país prepare imediatamente um plano B para a hipótese de nesse dia a UE começar o seu desmantelamento terminal.

Os comentários estão fechados.