Pobreza: Relatório da Caritas mostra agravamento, UE também responsável

Poucas pessoas acedem a apoios aos rendimentos, a reforma do mercado de trabalho degradou as condições de trabalho, a informação estatal sobre apoio social limita o acesso a serviços de qualidade, afirma o relatório anual da Caritas portuguesa, ontem divulgado. Eugénio Fonseca, em declarações televisionadas, corresponsabilizou a União Europeia por certos aspetos do aumento da pobreza entre nós.

O relatório propõe várias medidas de política. A primeira é rever os mínimos da condição de recursos, aumentando o valor por família de acesso ao rendimento social de inserção. As outras são mais gerais: melhorar o mercado de trabalho, introduzir uma estratégia nacional «sólida» para combater a pobreza e a exclusão social.

O relatório da Caritas, embora cheio de estatísticas, preocupa-se com a pobreza de modo singularizante, quase diríamos caso por caso, pobre por pobre e nisso contratas com o habitual tratamento que está virado para as médias e portanto apaga os indivíduos e, sobretudo, esquece os casos menos frequentes (idosos vivendo sozinhos, famílias monoparentais, deficientes, desempregados de longa duração, por exemplo) apesar de, todos somados, serem numerosos Talvez por isso, o relatório não inclui gráficos nem fotos o que, hoje em dia, é uma originalidade.

A justificação estatística de algumas medidas propostas aumentar-lhes-ia a credibilidade. Por comparação com os relatórios da Oxfam, a charity» britânica, é curioso que o da Cariitas não inclua não seja divulgado em paralelo com um apelo à ação doadora do leitor.

 

 

O relatório da Cartitas está acessível

https://drive.google.com/file/d/0Bzhlv2f6n15yRldDT05yclU1U3c/view

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