Nasce o Patriotismo Económico face à UE?

Ganharemos à UE, mas convinha-nos ganhar antes que seja tarde demais

Já não era sem tempo: começamos a ouvir responsáveis proferirem palavras de patriotismo económico para conseguirmos o respeito da União Europeia. O Dr. Bruno Bobone, presidente da Associação comercial de Lisboa – Câmara de Comércio, imprecou os  seus colegas empresários: comprem um banco ou constituam um para haver um banco português. Marcelo Rebelo de Sousa, professor e Presidente da República, terá dito ao rei de Espanha: «Nenhuma economia deve ter uma posição exclusiva noutra economia».

Sofremos de um défice absoluto de patriotismo económico. Numa União Europeia em que cada Estado coloca os seus interesses acima de tudo, os sucessivos governos portugueses colocam sempre os interesses dos outros acima dos nossos. Os banqueiros alemães enfiaram dinheiro pela goela abaixo dos tugas para receberem juros garantidos? A doutrina oficial portuguesa responde assim: que ideia subversiva! Os alemães são sérios, foi o Engº Sócrates que os enganou . Seja o que for o licenciado em engenharia José Sócrates Pinto de Sousa, assim não levamos a carta a Garcia.

Este défice é mais grave do que o défice do Estado e do que o défice dos pagamentos externos. Mudará? Há sinais de mudança ou são ilusões de ótica? O Dr. Bobone quer apenas suscitar os negócios do perde-ganha, em que o lucro é tanto maior quando maior é o subsídio dado pelo contribuinte? No caso, O Economista Português refere-se aos putativos negócios ditos do mar «português». Deus queira que não. Logo veremos.

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