Terrorismo do ISIS: arruína a Economia e é estimulado pela Inépcia da Classe política europeia

Post16mar24

A coreografia da morte a preto e branco , permanentemente encenada pelo ISIS sugere que os seus dirigentes meditaram o «Fascinante Fascismo», de Susan Sontag

 

Os selvagens atentados de Bruxelas  ameaçam a economia europeia, em particular a transpirenaica,  e  são estimulados pela inépcia da classe política europeia.

Ameaçam a economia europeia pois limitam a liberdade de circulação de pessoas – que srª americana concordará que o marido vá trabalhar para a Europa aterrorizada? – e sobretudo porque suscitam reações nacionais e assim destroem a União europeia. Por exemplo: o governo alemão está convencido que prender terroristas islâmicos provoca atentados e assim descobriu a solução simples parra evitar os atentados: não prende os terroristas. Ao contrário dos alemães, belgas e franceses acham que vale a pena tentar prender terroristas. Ameaçam a economia porque abalam a confiança na União europeia.

Para esconjurar a ameaça à União, a classe política europeia repete a mantra dos valores europeus e do reforço da colaboração policial. Esta mantra é derrotista: a seguir ao atentado às Torres Gémeas, o Presidente dos Estados Unidos agiu; bem ou mal, mas agiu; os nossos líderes discursam sobre os grandes valores. A sua ineficácia é evidente. Lembram o conselheiro Acácio. É óbvio que neste capítulo, ninguém acredita neles. Nem os próprios. Vejamos três exemplos de suma incompetência.

> O nosso Bismarck, a inimitável Srª Frederica Mogherini, foi chorar os atentados para a Jordânia, o que é um símbolo claro do vigor e da estratégia de Berlim-Bruxelas.

> O ministro do Interior belga foi gabar-se à CNN e à France 24 que não dava informações para não ajudar os terroristas.O pobre homem não percebeu que estava assim a ajudar os terroristas que ficaram a saber  nem ele nem os seus serviços têm informações (ou cabeça) que lhes permitam pensarem uma intervenção televisiva verdadeira, desmobilizadora dos terroristas e moralizadora dos cidadãos. Para aterrorizar  ainda mais os belgas, o Governo  de Bruxelas não só estabelece o black out  informativo (o pior que há face ao terrorismo) , também paralisa o país.

> A Srª Markel, justamente preocupada com a bancarrota alemã em 2026, devido ao envelhecimento da população teutónica, não percebeu que os seus compatriotas considerariam a importação à força de sírios um risco terrorista.

A classe política vigente na Europa julga a segurança inimiga da liberdade e não compreende que a insegurança mata a liberdade. Consente que os tribunais só prendam um terrorista depois do atentado. Há na (Des)União Europeia uns seis mil jovens europeus (quase todos islâmicos, quase todos de origem magrebina) treinados em terrorismo pelo ISIS; integram uma organização terrorista, a ISIS, andam por aí a receber bolsas Erasmus e subsídios de formação profissional, enquanto esperam instruções para realizarem novos atentados selvagens. Praticamente todos os autores de atentados terroristas islâmicos em França e na Bélgica  estavam fichados nos serviços de intelligence  e mantinham.–se em liberdade. Porquê?  Porque a polícia não os leva a tribunal porque os juízes absolvem-nos: organização terrorista não é crime. Isto é: a classe política deixa-os à solta pois não consegue compatibilizar os «valores europeus» com a segurança numa lei antiterrorista eficaz. Chama-se a isso suicídio diferido.  Não são denunciados pelas respetivas comunidades islâmicas pois estas vivem cá mas são maltratadas cultural e simbolicamente pela classe política e pela organização social, que se recusa integrá-las;  por isso protegem maciçamente os pequerruchos terroristas. A classe política só tomará medidas contra eles depois de terem cometido atentados. Em geral estas medidas chegam tarde: os selvagens suicidaram-se ao matarem pacíficos cidadãos. A União Europeia dos credores, tão eficaz a cobrar-nos juros, precisará de mais seis mil atentados para tomar medidas contra os terroristas. Ela não tem nem resposta política, nem resposta social nem resposta securitária ao terrorismo da ISIS. Nem tem, nem vai pelo caminho de ter.

A nossa classe política não percebe que o terrorismo fundamentalista islâmico é uma ameaça simbólica, inventou a metáfora da nossa guerra contra ele – metáfora que só nos desmoraliza e que o general José Alberto Loureiro dos Santos ontem justamente criticou – e é incapaz de garantir a segurança dos europeus, sobretudo  dos transpirenaicos.

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