Patriotismo Económico: Duas Sugestões para não Remarmos contra a Maré

 

A bola de pedra é a UE, o homem sonos nós

O Primeiro Ministro, ao que diz a imprensa apoiado pelo Presidente da República, interveio para defender o BPI e o BCP, dois bancos portugueses, contra  a Comissão Europeia que queria levar à falência mais bancos lusos, impedindo-os de obter capital fora da «Fortaleza Europa» a qual, para os nossos efeitos, fica reduzida à Fraqueza Ibérica. Ao que também revela a imprensa, o Dr. João Salgueiro, um financeiro competente, um economista inteligente e um homem sério,   empresta o seu nome a esta campanha de patriotismo económico. É outra boa notícia.

O Economista Português rejubila e lembra que o patriotismo económico português rema contra a maré da União europeia (UE):

  • A UE defende a liberdade de circulação de capitais e esquece a liberdade de circulação de assalariados, de que necessitamos;
  • A UE quer um Euro forte, quando a nossa economia precisa de um Euro fraco (em termos relativos, claro, um pouco mais forte do que o dracma). não só a nossa: também as economias francesas, italiana e espanhola;

Por isso, talvez devamos formular o patriotismo económico em termos de regras e não só de casos, garantindo:

  • A liberdade de circulação de trabalhadores, contra os mecanismos nacionais extralegais de monopólio laboral, aos quais os sábios paleoliberais germano-bruxelinos fecham hipocritamente os olhos (o presente blog revelou diversos casos concretos), e garantindo-nos que a liberdade de circulação de assalariados não será prejudicada na UE pela Processo «Retroterrorismo» Islâmico-fundamentalista em Curso (PRIC); este tema é também do Sr Mario Draghi, que  nos visitará,pois não há zona monetária a sério sem liberdade de circulação de todos os fatores; se ele não garante a circulação do fator trabalho, deve dar-nos uma compensação monetária quantificável e de preferência quantificada;
  • Um câmbio razoável do euro a médio e longo prazo: como o Sr. Draghi  talvez seja de lhe pedir que dê o equivalente cambial à norma anti-inflação a que está vinculado o Banco Central Europeu (BCE), de que é ilustre governador. O Sr Draghi sabe que a o Euro tem um preço interno, a taxa de juro para simplificar, e um preço externo, a taxa de câmbio. O Conselho de Estado será um momento ideal para aprofundarmos esta igualdade, que nem sempre ressalta atempadamente  das estatísticas, e que nos é benéfica, sem ser prejudicial a ninguém. Ou será que a Alemanha ou o BCE preferem um euro de câmbio errático?

3 responses to “Patriotismo Económico: Duas Sugestões para não Remarmos contra a Maré

  1. Vivo na Alemanha há uns anos e cada vez mais me parece que a livre circulação de trabalhadores é uma expressão que não tem aplicação prática.
    Vejamos:
    – O domínio da língua Alemã é exigido em 99% das ofertas de trabalho;
    – As certificações exigidas por norma têm de ser Alemãs. por exemplo: Uma cabeleireira portuguesa não pode exercer aqui sem certificação.

    O que é que isto induz? Há livre circulação de mão de obra não qualificada e esses são direccionados para os mini-jobs (400€ mensais). Para a mão de obra qualificada é tudo menos simples ter a equivalência.

    Com os melhores cumprimentos,

    Filipe Dias

  2. O Economista Português agradece o testemunho do leitor, que corrobora o que fica dito no texto. Com efeito, as «certificações», tal como existem na Alemanha, impedem a livre circulação dos trabalhadores e transformam os imigrantes portugueses em ilotas, a classe social mais baixa de Esparta. É extraordinário que tal ocorra, que as autoridades federais, como a Comissão de Bruxelas, ignorem esse mecanismo protecionista e que sucessivos governos portugueses não protestem contra eles.

  3. O Economista Português publica um desabafo bem ifnormado de um economista português:

    «Depois da brilhante e criminosa gestao no BPP,BPN,BES,BANIF,MONTEPIO!!??,CGD de rastos….o que pensarao de nos em Bruxelas e Frankfurt am Main??
    «Espanhois? Se forem serios e competentes! E com escala para desenrolar esta pobre Economia.
    «Não vejo outros a querer investir na banca e aturar este granel….
    «Os chineses? Bom,não me seduz o Politburo de um partido leninista a planificar a coisa…
    «E a sacar com pressa o que ca meteram!
    Fundos de investimento?
    «Veja a liquidacão grosseira que os americanos da Apollo estao a fazer na Tranquilidade! Até a sede estão a vender e o imobiliário em carteira.
    Avaliada por 700M€ foi vendida por escassos 100 e tal…..
    «Teria razão o o Professor Tamames quando sugeriu que o processo de adesão dos dois países peninsulares deveria ser feito em conjunto para ganharmos peso negocial no futuro!?
    «Ora o futuro é hoje e a coisa esta preta aqui para estes lados….
    Concluo:NAO TEMOS ELITES NEM VALORES !»