P2020: Empresas sem Dinheiro, Governo dá Plano

Incompetente, fantasista, irrealizável

O Portugal 2020 é o orçamento da União europeia (UE) para modernizar a economia portuguesa. Decorre entre 2014 e 2010 e promete 25 mil milhões de euros distribuídos por vários programas operacionais. Este novo quadro comunitário de apoio foi anunciado com grande promessa de rapidez: quem não se lembra de ver o Dr. António Costa a correr num sprint com o Dr. Passos Coelho, ambos prometendo muita rapidez. O Dr Coelho já então tinha falhado. O Dr. Costa falha agora. Ora já passaram mais de dois anos; ainda há concursos por abrir; vários já abertos não têm dinheiro. Este último caso é  ainda mais preocupante : onde param os fundos da UE? Estão por Bruxelas? Passeiam-se por cá? Se se tratasse de subsídios ao consumo e às clientelas partidárias, O Economista Português suspeita que o dinheiro já estaria gasto. Mas estes fundos são a titulo de empréstimo e têm que ser devolvidos. Por isso, nem sequer são distribuídos. Odiando produzir mais, os sucessivos governo resmungam: «T’arrenego satanás produtivo, deixa-me continuar a prometer em vão e a descansar de eleição em eleição».

Entretanto, a UE criticou a falta de reformas na economia portuguesa. O dr. António Costa respondeu ontem. Como? Com reformas? que ideia! Com um novo plano de reformas, a acrescer ao programa do Governo, ao programa do PS, ao programa do PCP, ao programa do Bloco de Esquerda, um etc de planos. O de ontem é o Plano Nacional de Reformas (PNR), uma sigla preter humorística, por certo inventada pelo brincalhão oficial do Governo. Ao que é conhecido, o novo Plano contém todas as banalidades de base constantes de todos os planos elaborados pela nossa incompetente classe política. Ninguém no seu juízo perfeito supõe que seja realizado. Deveria ser responsável dele o Ministro da Economia mas, tendo falhado o seu sonho de ser auxiliar de Finanças, consta que emigrou para a Noruega. Sintoma do esgotamento do governo  na sua qualidade de grande industrial de planos é a sigla do novo plano, PNR:  já estava ocupada pelo Partido Nacional Reformador, um partido de extrema direita. Um partido falhado, o que é de mau agouro para o novo passatempo governamental.

Sem mudarmos de métodos, não vamos lá.

Os comentários estão fechados.