União Bancária & Banif: nova Prova da Incompetência da nossa classe política

Os contribuintes portugueses dentro de dez anos pagarão a falência da banca alemã

 

O caso da União Bancária  revela uma vez mais a incompetência da classe política portuguesa. No governo Passos Coelho, e sem crítica do PS, os Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram a união bancária de federalismo assimétrico que consiste no seguinte: a Comissão de Bruxelas e o Banco Central Europeu decidem quando um banco deve ser levado à falência, o contribuinte de cada Estado paga a falência. Só em 2026  a falência será paga pela UE.

No nosso país  todo o poder do mundo aplaudiu a nova medida: em cheirando a federalismo, a classe política portuguesa sonha em redistribuir aos portugueses o dinheiro dos alemães e por isso, mal lhe acenam com bandeiras federalistas,  obedece cegamente a Berlim. Porque percebe mal as regras europeias, é ignorante em economia e não sabe gerir os «time lags» financeiros. Os nossos deputados no Parlamento Europeu votaram de acordo com as diretivas dos partidos europeus (que são os partidos dos nossos credores)  e deram aos nossos credores mais corda para nos prenderem. O Economista Português não se recorda de ter lido um economista português, sozinho ou em grupo, condenar o federalismo para nós ruinoso da união bancária, quando ela foi aprovada. Talvez seja falta de leitura. Talvez seja falta de lembrança. Este era um erro que O Economista Português adoraria confessar.

Na altura O Economista Português  avisou que o fundo federal de resolução entraria em vigor em 2026, ano para o qual se previa (e prevê) a crise financeira alemã. Essa crise é derivada da quebra demográfica germânica: daqui a dez anos, não terão dinheiro para pagarem as pensões de reforma dos alemães. É para a evitar que a chancelarina Merkel deixou a UE de pantanas, violando as regras de imigração federais, a fim de importar mão de obra síria muito qualificada (sob o pretexto de ajudar refugiados).

«O sector bancário em Portugal: Banca e Economia – desunião de facto?» é o título de uma conferência promovida pelo Partido Socialista que parece criticar as medidas por ele aprovadas há dois anos: «a união bancária acaba por agravar os problemas» da banca, afirmou ontem o Dr. Carlos Costa Pina, que foi secretário de Estado do ministro das Finanças, Prof. Fernando Teixeira dos dos Santos. Pina tem razão, mas tem razão tarde demais.

Aliás, a razão de Pina ser-nos-á de todo em todo inútil. Tarde piaste. É puro desconhecimento de causa supor que a UE irá corrigir uma projeto de federalismo assimétrico aprovado há dois anos, com o aplauso  da classe política portuguesa.  Os contribuintes portugueses pagaram o BES, pagam o Banif e os que por cá restarem pagarão daqui a dez anos a falência da banca alemã. O Economista Português  rejubila com o regresso do PS (ou de algum PS) a algum bom senso nas relações económicas e financeiras internacionais. Mas receia que ele seja temporão e subordinado ao tema  «o que faz falta é «animar a malta», o célebre refrão do Zeca Afonso.

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