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Sr. Juncker: Apoiado nos Escândalos fiscais europeus pela Direita clássica e pela Esquerda oficiosa

 

Em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, o Luxemburgo era o país mais pobre da Europa e hoje é o mais rico do mundo, disse ontem a Drª Eva Joly, deputada verde europeia, numa entrevista na France24. Como o conseguiu? O Sr. Juncker, presidente da Comissão Europeia da União Europeia (UE) que felizmente manda no semiprotetorado, «comercializou a soberania do Luxemburgo» para conseguir «roubar o produto fiscal» dos outros países europeus.

A Drª Joly foi uma adolescente norueguesa au pair  em França que se divorciou do francês com quem casara  e se dedicou a combater a corrupção, primeiro como juíza e depois como política; fala francês com uma encantadora pronúncia da Beira Baixa, que lembra muito a do falecido Engº Cunha Leal. Joly  esqueceu-se de nomear os Países Baixos que, com outra descontração, se dedicam ao mesmo comércio de soberania dos luxemburgueses.

A Drª Eva Joly acaba de lançar um livro intitulado Le loup dans la bergerie, que é como quem diz O Lobo no Aprisco (éditions des Arènes, Paris). O leitor já topou quem é o lobo e qual é o aprisco. O título é bucólico mas a obra, ao que dizem, é suculenta e está mais na linha do romance policial do que da poesia campestre.

A Drª Joly  afirma ainda  que o Partido Popular Europeu (PPE), representado no nosso pais pelo PP e pelo PSD, e o Partido Socialista Europeu (PS), representado no nosso país pelo PS, concluíram um acordo para afogar os  Luxleaks er os  Wikileaks, que comprometiam o Sr. Juncker no «roubo dos impostos». Parece que os Verdes europeus também não irão para o paraíso por um motivo… fiscal. Esse género de governo de semi União Nacional é o habitual no Parlamento europeu. Mário Soares, quando o presidiu , procurou pôr-lhe termo mas só o conseguiu, e a muito custo, no seu mandato.

Terá isto a ver com a curiosa venda/oferta do Banif ao Santander e com o papel que a Comissão europeia teve e não teve com a conivência e a ausência de conivência do nosso governo? Alguém averiguará a sério ou teremos que esperar pelo desmentido oficial para como, no Yes Minister, acreditarmos que não houve fumo sem fogo?

Haverá uma moção de censura ao presidente da Comissão Europeia da Europa que temos (UE) no Parlamento europeu? Talvez. O Economista Português julga inúteis a curto e médio prazo essas censuras. Mas pelo menos convém que retenhamos uma outra imagem dos homens e das instituições que na realidade governam o semiprotetorado e nele suscitam em geral uma admiração tão beata

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