Sanções: Nós ganhámos mas os Vencedores foram outros

 

Depois do susto pregado pelo papão União Europeia (UE), a decisão de ontem da Comissão de Bruxelas provocou  um errado sentimento de vitória: a Comissão  abrandou as metas para a nossa economia  e anuncia que continuam a faltar 740 milhões de euros no orçamento português.  Mais anunciou que em julho haverá novo exame.

Como era previsível e foi previsto, não houve sanções aos bons devedores portugueses, agora das esquerdas. Mas o nosso ganho é reduzido e apenas temporário.  A Comissão dita Europeia deu um veredito tático: como para nos castigar, teria que castigar Espanha, que está em véspera de eleições gerais, suspendeu-nos o castigo porque não quer ir a votos no país vizinho. A Comissão não quer ir a votos em Espanha. Ganhámos porque em Bruxelas nos consideram uma parte de uma coisa chamada Espanha: já o víramos no caso Banif e por certo no caso BES.  Temos pouco com que nos alegrar. A decisão ontem tomada pela Comissão é mais uma lição para os que julgam que ela incarna a razão universal e para os que crêem vencê-la sem dor: Bruxelas continua a levar-nos à rédea curta, para lhe pagarmos os juros e amortizações, pouco recebendo em troca. O abrandamento das exigência é evidentemente tático: o governo das esquerdas não poderá queixar-se de ter sido pior tratado em Bruxelas do que o governo das direitas. Pelo contrário. Se nós ganhámos neste episódio. o vencedor  a coisa chamada Espanha e a Comissão dita Europeia.

Os comentários estão fechados.