CGD: Bruxelas conspira com o Governo das Esquerdas contra o contribuinte português

A propósito da CGD o Dr. António Costa ralhou ontem connosco por «não termos paciência». Temos uma longa história de governantes que ralharam connosco por sermos impacientes (Salazar, Vasco Gonçalves), mas nenhum subsistia devido ao voto livre do eleitorado. O Dr. Costa é o precursor democrático da impaciência com o povo. O Economista Português compreende a impaciência do Sr. Primeiro Ministro: as previsões sobre o PIB revelam que o crescimento de 1,8% não será alcançado e, no relativo à CGD, as hesitações do Bloco de Esquerda mostram o Governo perigosamente dependente do PCP, em termos internos e as oposições, o PSD e o PP, manifestam um inesperado vigor..
O Dr. Costa compreenderá a impaciência dos portugueses se tiver a paciência de transformar a crítica em autocrítica: os portugueses estão preocupados com o dinheiro dos seus impostos. Ontem, era mais um milhão para a CGD. Mais um milhão para começo de jogo. Anteontem, fora quase mais um milhão para o fundo de resolução do BES. Do Banif nem se fala.
O ministro das Finanças referiu-se ontem pela primeira vez à CGD mas considerou desnecessário dizer-nos quanto nos custará a nova aventura. Mas os números do aumento de impostos para a CGD já existem. Estavam na folha de papel que o Doutor Centeno soletrava. Aliás, esses números já seguiram para Bruxelas. Sucede que o Dr. Costa considera democrático e transparente levar os números dos nossos impostos a Bruxelas e ocultar-nos a fatura que nos apresentará no próximo orçamento. A impaciência do Dr. Costa connosco é por isso surpreendente.
Se o Dr. Costa nos disser os números que leva a Bruxelas antes de os levar, funcionará a democracia. Se não revelar, funciona a autocracia de Bruxelas aliada à maioria de Esquerdas, dirigida pelo Dr. Costa, com o apoio técnico-financeiro do Sr. Jerónimo de Sousa. Ontem, Bruxelas politicava responsabilizando o governo do Dr. Passos Coelho pelo caso do Banif, como se não tivesse havido troika nem Banco Central Europeu. Hoje a Comissão parece politicar com o governo de esquerdas. Quererá a Comissão Europeia assumir a responsabilidade por decisões inconstitucionais portuguesas em matéria financeira?

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