Sanções da UE: Portugal isolado > Novo PREC com data marcada

CentenoConSchäuble

O personagem de Monicelli, disfarçado de português, agradeceu ontem ao Dr. Schäuble as cacetadas (auténticas) que ele está a dar ao nosso país e o caceteiro ri-se da palhaçada

O Ecofin reuniu ontem e decidiu por unanimidade que o nosso país não tomou as medidas para atenuar o défice orçamental. Por unanimidade significa que o nosso país ficou totalmente isolado. Seguir-se-ão inevitavelmente as sanções. O chefe da diplomacia portuguesa, Doutor Augusto Santos Silva confessara-se vencedor do ultimato que dirigira ao advogadeco do Wuertenberg e vimos ontem  os resultados desta vitória. A nossa classe política continua a não saber ao que anda na União Europeia (UE). O ministro francês Sapin diz-nos em público palavras doces e a França vota contra nós. Obrigado.Não temos diplomacia económica, não percebemos o que nos fazem. A D. Catarina Martins quer perseguir os criminosos de guerra, o que é evidentemente a primeira prioridade portuguesa.  Sr. Jerónimo de Sousa anda por aí, ao que se sabe.

Ontem reuniu o Conselho de Estado. Quis assinalar mais esta derrota portuguesa.  A data da reunião mostra que a classe política se enganou de novo:  esperava comemorar uma vitória e teve que confessar que nem sabe a quantas andamos. O primeiro ministro, Dr António Costa, disse que esperava sanções simbólicas ou ausência de sanções. Isto é: o chefe do governo português sabe tanto como o leitor. O comunicado da reunião afirma que a UE merece «contínua reflexão» Presumivelmente sem decisões nossas, pois os prazos de ontem e de hoje estavam marcados há meses e não surpreendem o mais incauto.

O Economista Português explica em poucas linhas a Realpolitik da nova humilhação : os burocratas incompetentes e regiamente pagos de Bruxelas-Berlim aceitaram uma previsão de crescimento de 1,8% para o nosso PIB em 2016. Enganaram-se no sentido do contagioso otimismo do personagem de Monicelli que rege as nossas finanças.  Se for 1% já não é mau, prevê o Barclays e mais ou menos toda a gente sensata. Se for  %, a meta do défice abaixo dos 3% será estrondosamente violada, exceto se forem de imediato tomadas tomadas medidas adicionais. Sem violar a meta, o Dr. Costa não terá  aqueles poucos tostões com que adquiriu os votos parlamentares da D. Catarina Martins e do Sr. Jerónimo de Sousa. Ou não paga aos nossos credores, ou não paga aos seus clientes em S. Bento. Se não paga aos clientes, a coligação desmancha-se e recomeça o PREC de direita. Se não, recomeça do PREC de esquerda.  É assim que a nossa situação é vista pelos nossos credores, cuja demência senil foi agravada pela estrondosa sua derrota no Brexit. Terá o Dr. António Costa base política para enfrentar esta conjuntura? Não parece que tenha. Por isso, tem data marcada a nova  crise política e financeira no nosso país >  a elaboração do orçamento de 2017.    Em resumo: os nossos credores não acreditam em Marcelo Rebelo de Sousa, nem em António Costa, nem em Passos Coelho.

 

Anúncios

Os comentários estão fechados.