OCDE: Portugal discrimina contra as Mulheres, a França contra os Imigrantes

ocdejovensneet2016

No desemprego de curta e no de longa duração, os jovens portugueses estão em cima da média da OCDE (fonte e explicações  no final do post)

No acesso ao mercado de trabalho, Portugal discrimina contra as mulheres e a França contra os imigrantes.  Esta conclusão é uma das que resultam do relatório  A sociedade de Relance (Society at a Glance), a publicação bienal da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), sexta feira passada foi colocada à venda.

Esta edição acentua que os jovens sem educação universitária sofrem de maiores dificuldades no acesso ao primeiro emprego. A OCDE  foi a principal responsável pela fantasia que a frequência do ensino superior (politécnicos e universidade) garante emprego e garante emprego e melhor remunerado. Esta tese assenta numa falácia: o curso do ensino superior garante emprego e mais salários quanto é reduzido o número de detentores desses grau. Aquela organização transformou uma simples correlação estatística e estática num causa de dinâmica social. É cada vez maior o número de licenciados que acreditou nas profecias da OCDE e está mal pago em Portugal (e emigrado) ou, nos Estados Unidos, que não consegue reembolsar os empréstimos bancários que contraiu para pagar  os seus estudos superiores. O assunto é mesmo um dos temas da campanha presidencial dos Estados Unidos   Nesta edição do Society at a Glance, pelo menos na sua promoção, a OCDE começa a bater em retirada e apregoa a bondade equivalente (ou quase) da frequência do ensino superior e dos cursos de formação profissional,

Além deste enfoque, a publicação dá um balanço social básico do nosso país e dos restantes membros daquela organização. Não há nenhuma universidade: continuamos a ser os mais pessimistas, aqueles em que as mulheres têm menos filhos (pouco mais de metade da taxa de reprodução da população)  e em que trabalham como assalariadas em maior proporção do total.

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A OCDE vende o Society at a Glance em livro de papel (sem versão portuguesa). De momento, O Economista Português apenas leu o comunicado de imprensa e um resumo do livro,  disponível na página da OCDE na Web. Esta página parece ter sido produzida pela família Simpson e é disfuncional.  Se o leitor quiser beneficiar dos esforços deo presente blog para encontrar material sobre aquela publicação, queira

  • Para o resumo

https://issuu.com/oecd.publishing/docs/sag_key_figures_-_web?e=3055080/39342664

clicar com o botão direito do rato e esolher  download

  • Para os dados básicos sobre a situação social portuguesa e sobre o NEET, sigla inglesa para jovens sem emprego, nem posto na universidade nem estágio de formação em curso (em português), inscrever na barra de ferramentas da Web o seguinte endereço:

http://www.oecd.org/portugal/SAG2016-portugal.pdf

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