CGD no OE2017: O BlocEsq quere-a rica e mal paga

sabioapontaalua

O Governo quer injetar milhares de milhões de euros na Caixa Geral de Depósitos (CGD).  Continuamos sem saber quantos. O governo quer uma administração profissional e regiamente paga para gerir o projeto da CGD, projeto ess que continua a ser desconhecido e é por certo inexistente. O Economista Português defende que a CGD deve ser vendida já, pois não há projeto possível para ela: só dará lucro se for lucrativa, mas nesse caso terá que agir como um banco comercial e nesse caso vale mais vendê-la já; se der prejuízo, por «emprestar» dinheiro aos amigos dos administradores (e da classe política em geral), dará prejuízo, Bruxelas impedirá o contribuinte português de lá afundar mais dinheiro e nesse caso vale mais vendê-la já. Se por milagre um dia o nosso querido Estado parturejar uma política económica, fundará um banco estatal de investimento para o século XXI (se no século XX ainda subsistir essa instituição crediticia oriunda da Primeira Guerra Mundial).

Perante isto, o BlocEsq tomou ontem a atitude  de apoiar que na CGD despejemos milhares de milhões de euros e, ao mesmo tempo, considerar ignominioso que se paguem remunerações régias à sua nova administração – régias na casa dos milhões, muito abaixo dos ossos milhares de milhões que para o governamentalista BlocEsq nada custam, pois são o nosso dinheiro e ele não tem vergonha de ir ao nosso dinheiro, recorrendo aos serviços do único larápio legalmente autorizado, o Ministério das Finanças.  O BlocEsq quer as causas e rejeita os efeitos. Porque perde o chic: a sua clientela fica sem razão de ser se o BlocEsq servir para aumentar os vencimentos de cada gestor da CGD, o banco socialista. Ainda nos riremos muito com estas birras de sobrevivência política do BlocEsq. O sábio aponta a Lua e o tonto vê o dedo. Ou dos maus efeitos dos odores da mesa orçamental sobre a clareza do raciocínio.

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