Trump: O Ponto de Vista português

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O New York Times continua zangado com o princípio da realidade: ao classificar Trump de «outsider», ignora a vitória republicana tanto nas eleições presidenciais como nas congressionais

Donald Trump ganhou as eleições presidenciais nos Estados Unidos, contra a previsão e a vontade da maioria da opinião publicada no nosso país. Essa opinião nunca cuidou de saber qual a razão porque a presidência Clinton seria melhor para Portugal. A nossa imprensa e a nossa televisão votaram nas eleições do presidenciais dos Estados Unidos e votaram como se fossem yankees. A benevolência de Clinton para connosco, aliás, parecia inverosímil logo à primeira vista, já que a ação dela sempre nos foi nefasta, no comércio internacional, na União europeia e no Médio Oriente. As eleições dos Estados Unidos foram mais um triste sintoma que somos um país em desidentificação.

Como o leitor sabe, O Economista Português deixou os americanos escolherem o melhor candidato para eles e tentou identificar qual seria o melhor para nós. Concluiu que esse candidato era Trump. Pelas três razões que a seguir repete:

  • Clinton continuaria a política de Obama de transformar a Alemanha no seu capataz para a União Europeia. O Brexit escaqueirou esta política, mas Clinton insistira. Essa política  transforma Portugal numa espécie de República de São Marino. Trump voltará à política tradicional dos Estados Unidos, que nos é mais favorável.
  • Clinton continuaria a acelerar a globalização. Precisamos de globalização mas um pouco mais devagar. Trump desacelerará a liberalização do comércio internacional, o que nos é em princípio favorável.
  • Clinton continuaria a política de Obama no Médio Oriente: a paz sem Israel. Esta política só conduziu à guerra em grande escala e à derrota de Washington e ao enfraquecimento europeu. O nosso país dificilmente conservará o pouco de independência que lhe resta se Israel for neutralizado.

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