Novo Banco: Pedir adiamento a Bruxelas ou chamar o Dr. Ricardo Salgado

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O Banco de Portugal (BdP) tem tentado vender o Novo Banco. Pouco se sabe de seguro sobre essa operação e menos ainda sobre os contactos que a precederam. Parece que a melhor oferta, que conseguiu, exigiria ao contribuinte uma garantia de 2,5 mil milhões de euros. Achincalhante, comentou um dirigente do PS. A somar aos 5,9 mil milhões que foram para o Fundo de Garantia. Quase cinco por cento do PIB.

Como devemos agir? Nacionalizar o Novo Banco seria útil como arma negocial se alguém acreditasse que tínhamos condições para nacionalizar. Todos sabem que não temos.

A alternativa é o BdP pedir ao Dr. Ricardo Salgado para gerir o Novo Banco sem nos pedir garantias (pagaria quando  o banco desse lucro, em moldes a negociar). O Dr. Ricardo Salgado  é banqueiro, é português, conhece os cantos à casa e tem contactos na banca internacional. Se aceitasse, esmifrar-se-ia para triunfar, isto é, para limpar o seu nome do que lhe atiraram para cima.  O Dr. Ricardo Salgado viria sem a sociedade famíliar. É impossível uma família ter a maioria das ações de um banco cotado em bolsa. Para dar um exemplo: se os Bottin tiverem 2% do Santander, têm muito.

A alternativa é pedir a Bruxelas para deixar o Novo Banco como está, até que seja possível diminuir-lhe o passivo e vendê-lo em condições, sem colocar em perigo as instituições políticas que felizmente nos regem. O resto são fantasias.

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