Entrevista Trump: Portugal recupera Margem de Manobra na UE e deve preparar a Solução da Dívida Pública

mundomudou

As novas fronteiras do mundo vistas porque não as quer ver

O Presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump deu ontem uma entrevista felicitando o Reino Unido pelo Brexit, condenando a Srª Merkel por ter aberto a União Europeia aos refugiados sírios, declarando que a UE só évantajosa para a Alemanha e por isso outros países a abandonarão na esteira do Reino Unido.

Para lá dos  Pirinéus vai um alarido. A Srª Merkel declarou que os europeus são senhores do seu destino – erro revelador de que na República de Pankow não lhe ensinaram que a Alemanha perdeu a Segunda Guerra Mundial e os Estados Unidos tinham-na ganho. A UE depende dos Estados Unidos para se defender e por isso os europeus só em pequena parte são senhores do seu destino, embora seja certo serem livres de escolher entre o McDonald e o Pizzahut. A Srª Merkel foi moderada e abriu a porta à terirada perante Trump mas mandou o seu criado de quarto político, o socialista Sigmar Gabriel, dar umas fanfarronadas: os Estados Unidos não vendem automóveis na UE porque não sabem fabricá-los, se aplicarem aos BMW fabricados no México muito terão a recear. Washingtou tremeu com esta flatulência.

Os que a semana passada se alegravam com o reforço da «Europa» por terem dela corrido o Reino Unido, acusam hoje os Estados Unidos de estarem a enfraquecê-la ao apoiar a saída do Reino Unido.  Esta atitude, se não revelasse pequenez política em assuntos decisivos, seria hilariante. é impressionante a unidade de cartolina dos governos da UE, já de malas eleitorais aviadas, face aos Estados Unidos.

A entrevista de Trump não temnada de novo.  Fora anunciada na campanha eleitoral e é o regresso à política tradicional doe Washington: o Presidente Obama trocara Londres por Berlim na Europa e os israelitas pelos árabes no Médio Oriente. Trump regressa às alianças tradicionais.

É certo que daqui a um ano, a UE existirá ou não existirá.  Devemos reformulçar a nossa política em função desta certeza.

  • No curto prazo devemos contabilizar os prejuízos que sofremos com o câmbio elevado do Euro e solicitar a Berlim a respetiva compensação; o Presidente Trump abriu a época das reclamações a Berlim e a Bruxelas e o nosso país começa a recuperar a sua margem de manobra
  • A médio prazo, temos que estar preparar o fim do Euro e a ressurreição do Escudo com a câmbios que permitam resolver a dívida pública e o défice comercial: essa ressurreição assentará num câmbio duplo:um escudo comercial, mais competitivo, traduzindo uma desvalorização da atual paridade do euro face ao dólar dos Estaos Unidos; destinado temporariamente a ressarcir-nos dos prejuízos causados à nossa economia pelos nossos credores; a este câmbio serão pagas as importações de mercadorias, serviços; e um escudo financeiro mais valorizado face ao dólares do que que as divisas dos nossos credores, graças aos ganhos de produtividade que conseguimos com a UE (o que nos permitirá amortizar a dívida pública e boa parte da privada em condições mais favoráveis)  . A médio prazo, as cotações dos dois escudos convergirão. Estas diviseis serão convertíveis. Não haverá controle de câmbios. Alguns dos nossos credores não aceitar´~ao as novas condições de pagamento, julgarão a nossa divisa ,uito revalorizada, julgarão os novos prazos demasiado longos, mas, na confusão que se seguirá e num universo financeiro multipolar, pouco teremos a recear. O castigo que teremos é pagarmos um ágio pelos empréstimos que contrairmos (pagarmos juros mais altos do que os melhores devedores) mas isso é o que já nos acontece no euro, pelo que o castigo será igual à atual recompensa. Mas teremos então recompensas: se manejarmos bem a taxa de câmbio do novo escudo, reduziremos a menos de metade o atual esforço para a pagarmos a dívida. A dívida privada terá o direito de optar pelo câmbio financeiro,  mas tem o direito de escolher outro câmbio.
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