Concertação social: erro da esquerda comunista e das suas «muletas»

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Catarina Martins: estou preocupada com as minhas políticas, fico sem reforma

O governo do PS insistiu num acordo de concertação social, para aumentar o Salário Mínimo Obrigatório (SMO) muito acima da produtividade. Persuadiu os patrões a aceitarem-no, a troco de lhes diminuir a TSU (a Taxa Social Única que financia a Segurança social), para os contratos anteriores a 2017, e de colocar aumentos futuros na dependência da produtividade. As empresas que pagam acima do  futuro SMO rejubilam, pois é dinheiro em caixa para elas.

Os partidos de esquerda comunista, o PCP e o Bloco de Esquerda (BE), querem o acordo porque aumenta o rendimento das suas clientelas  e rejeitam-no por colocar o crescimento futuro dele na dependência do acréscimo da produtividade.  O Economista Português ainda não viu estudos que demonstrem situar-se o acordo dentro do aumento da produtividade e é cético em relação ao respeito futuro da norma da produtividade..

A reação dos partidos parlamentares ao acordo é digna de meditação. PCP E BE  aprovam que a CGTP-IN o assine, colhendo os seus benefícios, e eles rejeitam-no, recebendo as contraditórias vantagens. O PSD vota contra, declarando não querer ser «muleta do governo», a mando do Dr. Passos Coelho; torna-se ipso facto muleta desafrontada dos partidos comunistas, numa inesperada aliança a salto de cavalo e espera assim criar de novo o caos governamental. O CDS/PP abster-se-á e segui-lo-á nesses caminhos.  O PS vendeu a lebre antes de a ter caçado, e por isso tem um probleminha, mas dispõe de recursos extraparlamentares que lhe permitem compensar o patronato e por isso manter-se-á o acordo de concertação social.

PSD, CDS, PCP, BE perdem todos.

*   O PSD falhará no seu propósito de provar que «ou ele ou o caos» e perde no campo dos princípios próprios. Mais lhe custará apresentar-se como partido de governo.

* Também nestes pontos de princípio fica para trás o CDS/PP, pois a abstenção parece o voto contra o acordo.

* Os vários comunismos também perdem: vêem relativizada a sua força no interior da coligação, revelam a sua irresponsabilidade governamental, o que terá custos eleitorais, e cometem um erro estratégico, pois, com a diminuição dos postos de trabalho, a TSU será insuficiente para financiar as reformas dos assalariados do setor privado. São os perus a votarem o Natal de 2030 (se não for antes). Ainda havermos de ver a Srª D. Catarina Martins, quando a Segurança Social não tiver dinheiro para lhe pagar a pensão de reforma de atriz, a acusar os outros cidadãos de maldades sem conta.

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