Globalização: os Papéis trocados da América de Trump e da Europa de Merkel

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A chancelarina Merkel ataca os Estados Unidos(o primeiro ataque alemão a Washioington desde 1944) e mobiliza as suas forças de segurança para defender a Europa  das ameaças criadas ou aumentadas pela política de Berlim

A América é tradicionalmente o país do comércio livre e do capitalismo de mercado. A Alemanha é tradicionalmente o país protecionista e do capitalismo organizado. A América impulsionou a globalização, acelerando-a a partir dos anos 1990, depois da queda do comunismo russo.

Com a eleição de Donald Trump para Presidente dos Estados Unidos, estas posições parecem ter-se invertido:  a América desacelera a globalização para defender os seus postos de trabalho e combater o terrorismo ao passo que a Alemanha, acolitada por uma Europa docilizada, defende o aumento da imigração (em nome dos direitos do jhomem) e não quer desacelerar a imigração, ou pelo menos não diz que quer desacelerá-la. A Europa defende, ou parece defender, a globalização acelerada, no estilo da Billary Clinton.

Há porém uma grande diferença entre esta política americana e a europeia: a do Sr. Trump é sustentável. a da Srª Merkel é insustentável. O Sr. Trump já começou a criar emprego nos Estados Unidos. Quando Washington restringe a imigração, para onde vão os imigrantes rejeitados? Quando Washington restringe importações, para onde  vão as mercadorias assim privadas de mercado?

Imigrantes e mercadorias rejeitados tomarão o caminho da União Europeia da Srª Merkel.  Aumentarão o desemprego e a insegurança política. Facilitarão a vitória dos chamados «populismos», desestabilizarão a atual economia e política europeias. Agravarão as questões de política externa, nas quais a Europa, derrotada na Segunda Guerra Mundial está dependente dos vencedores dela, sejam eles os Estados Unidos (como até agora sucedeu), a Rússia ou a China (que o ex presidente Obama deixou adquiria a «second strike capability» a troco de coisa nenhuuma).  O Economista Português duvida  que a polícia municipal de Berlim seja suficiente para defender a Europa dos inimigos que contra ela a Srª Merkel continua a acicatar.

Os europeus continuam mesmo depois das eleições americanas  a dar uma forcinha para derrotar o Sr. Trump. Sonham que a sua vitória é reversível. Os espetadores das televisões transpirenaicas sabem que elas apostam na derrota do Presidente recém eleito. É apostar no golpe de Estado ou no golpe militar que exile o promotor imobiliário e político eleito. Mas os golpes de Estado e militares são uma especialidade europeia , tal como o pastel de Belém é uma especialidade lisboeta. Bom ou mau, o Sr. Trump veio para ficar. Talvez os europeus ganhassem em se reconciliar com o princípio da realidade. Por favor, senhores da Europa, não substituam o raciocínio e a esperança pelo insulto e o medo disfarçado.

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