Formação da mão de obra: Parabéns (condicionais) ao Dr. António Costa

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«Parece fabricada por um português com ensino secundário», cogita o Sr. Primeiro Ministro

O nosso «maior défice estrutural» é «o défice das qualificações», disse ontem o Dr. António Costa  ao apresentar o Portalegre, o programa Qualifica, para a educação e formação de adultos.

O Economista Português  já criticou o Sr Primeiro Ministro por falar irenicamente da competência da população ativa portuguesa, sugerindo ser ela tão sábia que estávamos em condições de exorcizar um fantasma da nossa classe política, «o modelo de crescimento assente em baixos salários». Hoje O Economista Português  cumprimenta-o por produzir um diagnóstico acertado da nossa triste realidade no campo da formação profissional.

Este elogio, porém, é condicionado.  São três as condições:

  • Como associará os empresários à necessária formação? Ou ela será apenas escolar?
  • Terá o Governo a necessária ambição? Até 2020, o Qualifica propõe-se formar por ano menos de 4% da nossa decrescente população ativa. É insuficiente. Ao mesmo tempo, o Governo divulgou outra meta (metade da população ativa a concluir o secundário em 2020) que parece mais ambiciosa e contraditória com a anterior. Em que ficamos?
  • Tem o Governo consciência que a formação da mão de obra é um dos poucos processos protecionistas internacionalmente autorizados e por isso um dos poucos meios de auxiliar quem queira produzir em Portugal em ramos de atividade de alto valor acrescentado e para os quais não beneficiamos de vantagens comparativas?
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