Supervisão Bancária: O Economista Português foi severo demais no caso Carlos Albuquerque?

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Há dias, O Economista Português verberou o caso do Dr. Carlos Albuquerque porque passara de regulador da banca, no Banco de Portugal, para regulado na CGD, após um futuro período de nojo de apenas seis meses. Um banqueiro comunicou privadamente a’ O Economista que julgava excessiva essa severidade.

O Economista Português julga pelo contrário que foi benevolente em excesso. Com efeito, a condenação referia-se apenas à possibilidade de o referido cidadão passar os segredos técnicos do regulador para o regulado. E omitia outro aspeto da regulação bancária: a regulação moral  que reveste uma dimensão complicada, por é-lhe inerente a proibição do exercício de uma atividade profissional. Com efeito, o Banco de Portugal e os seus funcionários são os sumos sacerdotes  faraónicos do acesso à atividade bancária: tem o direito de impedir o leitor de ser banqueiro (se o leitor estiver nisso interessado) ou o de impedir que um dado cidadão banqueiro continue a exercer essa profissão.  Ora o exercício destes poderes sacerdotais exige não só que a mulher de César seja séria mas também que pareça sê-lo. Saltar do regulador para o regulado mostra que o regulador não queria regular, queria regular-se ou mesmo ser regulado. Falta por isso a quem o nomeou, e ao próprio, um requisito mínimo para o exercício dessa função reguladora, ou supervisionante . No caso do Dr. Albuquerque, este conhecimento é apenas retroativo. Vale mais tarde do que nunca

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