Macron: A Economia Francesa na Hora Alemã

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Ontem, o presidente da Comissão de Bruxelas, o Sr. Juncker, dirigiu-se ao novo Presidente da República da França, o Dr. Emmanuel Macron. Falou-lhe em alemão, felicitou-o pela vitória e explicou-lhe que a França não devia pensar que a comissão tomaria o TGV para Paris. É a França que tem que gastar menos e melhor.  O Sr. Juncker nem passou a mão pelo pêlo do novo presidente francês: ralhou-lhe.

O humilhante ralhete era desnecessário: vimos na campanha eleitoral o Dr. Macron  a ler a cartilha deflacionista do Doutor Vítor Gaspar e de Bruxelas: reformas estruturais e poupanças estatais.  Com esta receita, o Dr. Macron prometeu aos franceses um futuro radioso se o seguissem. Mas não referiu que a paridade do Euro face ao dólar em média só é boa para a Alemanha e destruirá boa parte da economia francesa.

O Dr. Macron não referiu a paridade do Euro porquê? Por não saber? É improvável: o Dr. Macron foi bancário do Rothschild e a banca de negócios sabe bem isso. O Dr. Macron não referiu a paridade do Euro porque não quer desafiar a Alemanha, o chefe dos credores. O Presidente Hollande, patrono do Dr. Macron, foi ontemn a Berlim pedir o certificado de bom comportamento europeu.

O novo Presidente gaulês ganhou sem fórmula económica e sem fórmula  política: prometeu milagres aos franceses e dar-lhes-á despedimentos. Devia ter pedido «sangue, suor e lágrimas». Mas jurou dar-lhes «os amanhãs que cantam» liberais. Ontem já houve em Paris uma manifestação violenta contra a reforma da legislação laboral, que o novo presidente quer realizar por decreto, marginalizando o  Parlamento.

A derrota da Srª Pindérica Le Pen evitou uma grande trapalhada. A vitória do Dr. Macron apenas adiou a grande trapalhada: a França voltará à política deflacionista que entre as das guerras mundiais, a celebrizou.

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