Macron: Cuidado Portugueses!

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Macron: « A salvação da Europa é vender a pele do português e não  o orçamento de Eurozona»

O Sr. Macron cumpriu o Canossa dos Presidentes franceses e foi a Berlim ao beija mão da chanceler alemã. O Sr. Macron partiu para a capital teutónica depois de intoxicar a imprensa transpirenaica com um otimismo napoleónico: obrigaria a Srª Merkel a um orçamento para a Eutrozona, o qual investiria imenso e encheria os povos de esperança. Ora na Eurozona a França  é um pedinte de luxo, incapaz de equilibrar as contas.  Só não está com as nossas orelhas de burro financeiras  pois como escrevia o francês Pascal, «a verdade para cá dos Pirinéus é mentira do lado de lá».

A imprensa alemã tratava ontem o  Sr. Macron de «notre cher ami» , trocadilhando com o «cher» que, como o leitor sabe, significa em francês querido e caro. Acabou tudo em bem. O Sr. Mactron desistiu dos seus sonhos de grandeza orçamental, desistiu de  ficar com o dinheiro dos alemães e combinou com a chancelarina um acordo de alcance galático –  rever os tratados europeus, o que sempre foi uma possibilidade eterna. Daí logo desceu para o terrestre e pedestre, tipo  «bloqueio continental»: o regime dos trabalhadores temporário, dos «travaillaeurs détachés» na língua do mercantilista Colbert que continua a ser o papá espiritual dos economistas franceses, por liberais que se proclamem. Ora este regime é das poucas cláusulas que nesses extravagantes tratados permite a liberdade de circulação de assalariados portugueses para a França e a Alemanha. Para dar cobertura chauvinista à Srª Merkel e acalmar a CGTP lá do sítio, o Sr. Macron estreou-se na arena internacional a vender a pele do português.

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