Reembolso do FMI: o Doutor Centeno esquece o Mecanismo Europeu de Estabilidade. Porquê?

Usurarios

O Sr. Ministro das Finanças esquece o mercado e mantém os usrários dentro do templo

O doutor Mário Centeno, ministro das Finanças, resolveu prosseguir a política de reembolso antecipado da dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI),  pagando-lhe dez mil milhões de euros, cerca de um sexto do débito total.

Fonte do seu ministério justificou assim: «A taxa que estamos a pagar ao FMI é de 4,3%, quando hoje as taxas a dez anos, com uma maturidade muito maior, estão nos 3,1%»,

O argumento é exato e deve ser alargado ao Mecanismo Europeu de Estabilidade, a instituição da União Europeia titular dos créditos financeiros ao nosso país: pagamos-lhe mais de 0 % de juros anuais e financiamo-nos a taxas negativas no mercado de curto e médio prazo. A diferença é maior com o FMI medindo-a como o Doutor Centeno a mede, mas a medida dele não está certa, pois troca os prazos (o nosso juro é maior nos prazos grandes).

Que razão leva o Doutor Centeno a esquercer os nossos credores  europeus? O PS e o Bloco de Esquerda nomearam uma comissão de letras gordas que aprovou umas recomendações ineptas e ineficazes sobre a reestruturação da dívida, por ser refém da situação de há dois anos. Será que o Doutor Centeno erra por acreditar nessa comissão? Ou são os nossos credores europeus  que não o deixam poupar nos nossos juros?

A política do doutor Centeno é absurda. O Jornal de Negócios  titulava sem ironia: «

«Centeno dispensa condições mais vantajosas para pagar empréstimos  europeus»

Como o leitor sabe, em proporção do PIB, pagamos o dobro da Grécia, por uma dívida menor. O Doutor Centeno gaba-se do feito e, como não tem oposição,  beneficia da credibilidade. O Doutor Centeno gosta de pagar mais para evitar o contágio grego?  Só pode ter este argumento se ignorar que há mil maneiras de cozinhar bacalhau. O Doutor Centeno gosta de brincar aos ricos à custa do contribuinte.

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