Incêndios de Pedrogão: Vivemos no século XXI?

Satélites Artificiais

O inquérito aos incêndios de Pedrogão ainda não começou mas já começou o choradinho da falta de meios: devia haver um Guarda Republicano de serviço ao lado de cada eucalipto, se possível com um pombo correio para comunicar qualquer ocorrência. Deixemos de lado o triste episódio dos suicídios inventados que são uma triste variante do choradinho. Temos meios clássicos, estão é desorganizados e muitas vezes são mal comandados.

O Economista Português sugere quatro temas a inquirir sobre o incêndio de Pedrogão, além dos que são óbvios e têm a ver com o funcionamento da cadeira de comando e a eficiência do SIRESP, a dispendiosa rede de telemóveis privativos da Segurança Civil. Eis esses quatro temas:

  • Usamos satélites para deteção rápida de incêndios? Parece que não. Pelo que se sabe, a GNR enviou os seus homens darem indicações de trânsito na estrada da morte com base no diz que diz. A GNR, a polícia de controle do território, não tem acesso a satélites em emergências. A confirmarem-se estas notícias, que razão explica que a GNR,  uma instituição respeitada e com tantos bons quadros, vire as costas à ciência?
  • Porque entre nós morrem mais pessoas em incêndios florestais ?
  • Passando do apoio às vítimas dos incêndios florestais às suas causas: já começou a liturgia ecológico-macumba contra o eucalipto: a nossa Proteção Civil é a melhor do mundo mas padecemos de eucaliptos incendiários. Seria possível comparar a eficácia dados antigos Serviços Florestais com os do pessoal da Ecologia ao qual o 25 de abril tardio entregou a floresta, com os resultados à vista de todos?  Todos conhecemos as mudanças ocorridas na ocupação do território mas há meios rigorosos de proceder às análises pertinentes, incluindo as informações internacionais (há eucaliptos noutros países por estranho que isso pareça a quem  ouças as declarações da classe política portuguesa).
  • O combate aos fogos florestais é conduzido em termos amadores ou profissionais?
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