G20 em Hamburgo: Um Mundo sem Rumo

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Fontes https://fullfact.org/europe/eu-has-shrunk-percentage-world-economy/;https://www.forbes.com/sites/mikepatton/2016/02/29/u-s-role-in-global-economy-declines-nearly-50/#757a65ff5e9e; Notas: UE com 28 membros. Dados da UE para 1960: obtidos por extrapolaçção

Começa hoje em Hamburgo, na Alemanha,  una nova reunião do G20, as vinte maiores economias mundiais. É a melhor aproximação de um governo económico mundial. Mas os grandes Estados usam-no  para tratarem de objetivos não económicos.

Os diferentes Estados raptam a reunião para os seus fins próprios. A Alemanha da Srª Merkel situou a cimeira em Hamburgo para facilitar as manifestações de encapuçados e as cenas de violência que atirarão o eleitor moderado para os seus braços. A Itália, cujo governo de esquerda perdeu as eleições locais devido à imigração clandestina, espera  colocar essa questão na agenda. O Presidente Trump quer escapar à fama de isolamento mundial que contra ele lança o Washington Post, ansioso por esconder o golpe de Estado em curso contra o Presidente americano. O Presidente francês quer afirmar-se e por isso tentará aliar-se com Trump. Certo é que a União Europeia não estará presente em Hamburgo.

Como reza o King Lear, é uma história sem sentido contada por um cego a um louco. Os encapuçados alemães opõem-se à globalização + e defendem a imigração, o que é uma receita segura para a catástrofe. A Srª Merkel opõe-se a uma aliança com Trump invocando umas obscuras divergências sobre previsões climáticas daqui a meio século. A Itália propõe-se desviar  os navios de imigrantes clandestinos para outros destinos, mas sem explicar se propõe o recurso à canhoneira. e opõe-se ao apoio humanitário aos imigrantes o que lhe (nos) granjeará o desprezo mundial.

O G20 devia manter a reflação da economia mundial e evitar a queda no protecionismo. É duvidoso que o tente sequer.  Tudo isto ocorre num clima de crise da NATO  foi a Varsóvia dizer que não estava garantida a vitória da civilização ocidental. Em termos mais pragmáticos, o gráfico acima mostra que em pouco mais de meio século, a posição conjunta dos Estados Unidos e da União Europeia no PIB mundial foi quase dividida por dois. Mas do ponto de vista geoestratégico, é a Europa ocidental quem está em perigo: é ameaçada peça civilização islâmico-muçulmana que se perfila como a grande perdedora da globalização.

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