Eleições alemãs: UE sem rumo,  Berlim em Weimarização lenta

 Weimar

As eleições alemãs votarão a ser assim (cartaz eleitoral anterior à vitória nazi)

As eleições legislativas deixaram ontem a Alemanha sem direção e paralisam a União Europeia. CDU perdeu mais de sete pontos percentuais, sob a direção da Srª Merkel, e levou a sua aliada CS (bávara) para perdas mais ligeiras.  Der Spiegel titulou começou por titular perdeu as eleições. O SPD (socialdemocrata) teve o seu pior resultado do após guerra, mas ninguém  em seu juízo perfeito esperava dele fosse o que fosse.

O grande vencedor é AfD, classificado de populista pelos media oficiais, e que defende o fim da União Europeia. Alcançou 13% dos votos, quando estava a zero nas eleições federais. A Srª Merkel entrará na história como a ex-comunista que levou a extrema direita de regresso ao Parlamento de Berlim. A Sr.ª Merkjel tentou demonizá-la e levou-a ao poder. A imprensa internacional é unânime a sublinhar que a votação do AfD menoriza a CDU.  Oclima de preocupaçãoépouco intensomas é generalizado. Ontem, a ainda chancelarina confessou: «esperava melhor».

Por certo haverá alguma  Weimerização da Alemanha: o centro não consegue governar e não há nem uma coligação de esquerda nem uma de direita que tome as rédeas do governo. Merkel perde à esquerda para o AfD e à direita para os liberais, que regressam ao Bundestag numa posição de força, com um décimo dos votos. Ontem vimos manifestações em Berlim contra o AfD. Em breve veremos contramanifestações da Afd contra a esquerda que se lhe opõe (e que se opõe aos resultados eleitorais, presume-se que em nome do antifascismo). A Alemanha corre o risco de se bipolarizar. O governo é «um desafio?», titula La Stampaim,,de -turim.  Já se  fala em eleições antecipadas, apesar da pouco convincente garantia de coligação, ontem produzida pela Srª Merkel. Esta pressionará o SPD a voltar a uma aliança suícída.  Conseguirá?  A alternativa para a CDU é conseguir uma aliança simultânea com os V«erdes (esquerda) e os Liberais (direita).

A França do Sr. Macron está preocupada: o federalismo assimétrico alemão deixará de tolerar s fuga para a frente do orçamento federal.  E o novo ministro das Finanças de Berlim obrigará o seu colega de Paris a respeitar as metas, como se fosse um Estado—Membro da EU. Nós por cá, se não mudarmos de posicionamento d«e de dispositivo na UE , teremos dificuldades crescentes.

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