Centeno no Eurogrupo: Macau foi o Preço?

UELiustaNegra17emDez2017

Há paraísos fiscais para muitos gostos (mapa de Le Parisien Libéré)

O primeiro ECOFIN , em que o Doutor M. Centemo participou sendo presidente do Eurogrupo aprovou uma lista negra de 17 países e territórios  com os quais são proibidos os negócios financeiros. A Região Autónoma de Macau está incluída nesta lista. O ECOFIN  de estreia do novo presidente do Eurogrupo aprovou também uma lista cinzenta de  de 47 países, que ficam sob vigilância. Ignoramos o critério de entrada para esta lista. Para a dos 17 países parece ter sido a ausência de resposta aceite pela Comissão de Bruxelas no prazo de dez meses.

Estas medidas são apresentadas como sendo a favor da transparência financeira.  Há quem duvide. Parece que Macau estava de fora da lista pré final. Ignora-se porque entrou para ela. A Rússia não entra em nenhuma das listas, apesar de ser do domínio público que não respeita os critérios de bom comportamento a UE (respeitar as regras de informação financeira automática  da OCDE,  aceitarem até ao fim deste mês os critérios da OCDE de combate à evasão fiscal pelas multinacionais, e recusarem sociedades off shore). Os Estados membros das UE beneficiaram de perdão de ato, apesar de a Oxfam, uma respeitada ONG britânica incluir a Irlanda,  Holanda, o Luxemburgo, Malta entre os paraísos fiscais (ver mapa).

Todos nos recordamos que a UE liquidou o negócio bancário português com Angola, em nome da nossa segurança. Todos nos recordamos que o nosso aplauso entusiástico à União Bancária nos deu como prémio  termos que ter a falência do BES e termos que a pagar, É agora a vez de Macau. Boas fontes asseguram que  Portugal defendeu com Berlim a linha dura das sanções financeiras aos off shores.  Para o Doutor Centeno ter credibilidade como financeiro, isto é, como político? Para o obrigar a engolir os galanteios financeiros que ele tem dirigido ao Bloco de Esquerda e ao PCP?  Para perdermos a cara na Ásia? Terá sido Macau o preço da eleição o Doutor Centeno para o Eurogrupo?  Se foi, que ganharemos em troca? Juros mais altos do cartel bancário europeu que a Comissão de Bruxelas está a montar?

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