Bruxelas Ameaçou com a «Guerra Comercial» e Afinal Trump Quer Identificar os Seus Aliados

 

 

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O gato americano ameaça perder a cabeça com o ratinho europeu

O Presidente Trump anunciou há dias que aplicaria novos direitos aduaneiros ao aço e ao alumínio importados pelos Estados Unidos. No seu estilo de político dos Estados Unidos, viciado no bargaining e perito no condicionamento psicológico do adversário (em particular pela hábil aplicação do «dilema do prisioneiro»), falou na guerra comercial, diminuindo-lhe os perigos. Mesmo antes de conhecer as medidas, a Comissão de Bruxelas, e o seu presidente anunciaram que se tratava da «guerra comercial» e prometeu retaliar. Para dar verosimilhança à ameaça, publicitou mesmo uma listas das mercadorias que atacaria com mais direitos aduaneiros:  os jeans Levis e às motas Harley Davidson, bem tributados nas alfândegas comunitárias, anulariam os mísseis dos Estados Unidos.

Um aliado militar ameaça um aliado económico com a «guerra comercial»? Aligém acredita que os Estados Unidos pagarão a nossa defesa se não lhes comprarmos as mercadorias deles? Anteontem, o governador do Banco Central Europeu, chamava a atenção para isso: «se lançamos direitos aduaneiros sobre os nossos aliados, interrogamo-nos sobre quem são os nossos inimigos. Por algum tempo, prevaleceu a insensatez na União Europeia. A demagogia anti-Trump que domimina as televisões do continente europeu dominava agora a chancelaria europeia .- por certo com o consentimento tácito de Berlim. O rato europeu rugiu para assustar o gato americano.

Ontem, por fim, o Presidente Trump anunciou as medidas, que entrarão em vigor daqui a quinze dias: novos direitos obre o aço e o alumínio; serão direitos em espelho, iguais aos isto é, iguais aos aplicados a idênticas exportações estado unidenses. Trump invocou a necessidade de segurança para manter as siderurgias yankees E declarou-se disposto a negociar exceções com os aliados. O Presidente ligou com clareza as questões de defesa e de comércio, e identificou os seus in imigos (Rússia e China): não aceita que a Alemanha (país que nomeou) gaste cerca de 1% do PIB em defesa enquanto os Estados Unidos gastam 4%

O leitor verá se a nossa imprensa continua a intoxicar contra os Estados Unidos ou se também nos informa. Mesmo depois dessas declarações, dois diários portugueses continuam a acusar os Estados Unidos de guerra comercial. Perceberam pouco. The Guardian, de Londres, titula que as medidas de Washington são «mais fumo do que fogo». O Financial Times, o mais respeitado diário financeiro europeuu desvaloriza também, pois titula a abertura às isenções. O Wall Street Joirnal toma a mesma posição. Na Alemanha, Der Spiegel prossegue a retórica agressiva do rato que ruge, mas o Frankfurter Algemeina Zeitung, um diário mais conservador e mais respeitado, titula citando entre aspas o Presidente Trump: «Hoje defendo a segurança nacional dos Estados Unidos?. Que é o mesmo que aconselhar à Chancelarina Merkel: «Ajoelhe-se perante Trump, tem quinze dias».

A irresponsabilidade da Comissão de Bruxelas não terá conseguidonesta ocasião precipitar uma guerra comercia.

  • Será que os eurocratas ignoram os receios dos investidores dada a previsível diminuição por Pequim das suas compras de dívida yankee? Ora são estas compras que têm compensado o gigantesco défice comercial dos Estados Unidos com a China. Mas a China sofre agora de um crescimento económico à portuguesa (menos saldo comercial, m,ais consumo interno) e não tem divisas para comprar os bonds do Tesouro.
  • Será que os eurocratas de Bruxelas supuseram que Washington ficaria inerte e impávido perante a tentativa de acordo comercial internacional no Pacífico sem a sua chancela?
  • Bruxelas errou por pura ignorância, preferia a guerra comercial por ter medo do chamado «populismo», ou estava de má fé quando ameaçou os Estados Unidos com uma guerra comercial? O trilema é preocupante
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