Investigação e empresas: a OCDE chumba a política portuguesa.

Patentes

Fonte: serviços d’ O Economista Português

A OCDE acaba de elaborar um relatório provisório sobre a investigação e o desenvolvimento científico (I&D) em Portugal. Esse relatório reprova a política portuguesa:

. Não tem medidas incentivadoras

. Não liga a I&D às empresas

. O número das nossas patentes continua abaixo da média europeia

. Os doutoramentos continuam abaixo da média europeia

. O número de licenciados coniniua abaixo das metas da U/nião Europeia.

As linhas gerais da nossa política de I&D não variam com os governos PS e PSD/CDS.

Foi fraca a reação do governo do Dr. António Costa ao chumbo da OCDE. Anunciou que os politécnicos passariam a conceder doutoramentos, o que lhes aumentaria o número, mas revelou do mesmo passo que os doutoramentos seriam mais difíceis, o que lhes diminuiria o número. Nada anunciou sobre a relação empresas/I&D. Prometeu aumentar o número de licenciados mas a única medida anunciada é um mirífico aumento das despesas em I&D para 2030-   

O Sr. Primeiro Ministro foi no dia seguinte a Vila Real  recitar uma das suas mantras favoritas: «o futuro de Portugal está na inovação». Ora sem I&D não há inovação e nós não temos I&D organizada.

O mais curioso é o seguinte: a OCDE chumba a política portuguesa num exame efetuado a pedido do próprio governo português. Os governos pedem estas «reviews»., que lhes custam bom dinheiro, quando tencionam mudar de política e precisam de legitimação internacional. Neste caso, porém, o governo apenas parece querer esconder o relatório preliminar da OCDE que não está disponível na página desta organização nem na página do governo português na Web.

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