Greve dos Professores: A Última Hora da Escola Pública?

 

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O ensino é cada vez mais decisivo para a economia e por isso O Economista Português volta ao assunto. Os sindicatos da FENPROF anunciam uma nova greve e manobras para impedir que sejam dadas as notas a tempo, impedindo assim a constituição de turmas para o próximo ano escolar. Esta nova manifestação de recusa de negociações resulta de o governo ter anunciado que lhe retirava uma regalia, prometida para o caso das negociações desembarcarem em bom porto.

Os sucessivos governos acobardaram-se perante os métodos anti-escolares e anti-humanistas da FENPROF, por recearem que os pais os castigassem perante a desorganização das escolas provocada pelos professores.

Os tempos mudam. Nem o Bloco de Esquerda nem o PCP apoiam as manobras intimidatórias da FENPROF. A razão para isso é evidente. A clientela eleitoral da «geringonça» não tem dinheiro para meter os filhos nas escolas privadas e por isso exige que o governo meta na ordem o sindicalismo arruaceiro. Os pais começam a estar persuadidos que os seus filhos aprendem menos na escola pública do que aprenderiam na privada e, por isso, os métodos autoritários da FENPROF prejudicarão os filhos dos eleitores da «geringonça» quando eles entrarem no mercado do trabalho. O Economista Português   concorda com os pais que assim pensam.

É extraordinário que os partidos da geringonça dgam querer melhorar a educação dos portugueses e tenham até agora apoiado os sindicatos que estão a destruir o sistema de ensino público. É aliás uma situação única na Europa. É esta por certo a última hora do ensino público em Portugal. Há já tantos eleitores a pagarem a escola privada dos seus familiares que dentro em breve haverá uma maioria eleitoral para extinguir o ensino público, que lhes aumenta o IRS sem lhes prestar o menor serviço.

Pela primeira vez desde há muitos anos o governo enfrentou a FENPROF. O Dr. Costa manterá a coragem e a imaginação políticas para enfrentar as próximas greves dos professores?

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