Fim dos chumbos no Básico: A Desintegração social vence

Programa Escola Segura: É uma escola portuguesa com certeza

É oficial. Acabam as reprovações no ensino básico (dois seis aos quinze anos). A justificação é económica: sem estas reprovações, o Estado poupará 250 milhões de euros por ano. O Estado diz ainda ter uma técnica que, sem chumbos, lhe permite ensinar melhor. A medida resulta da ignorância dos técnicos do eduquês, é péssima para a economia e catastrófica para os jovens portugueses. Vejamos.

  • As falsas poupanças: o Estado não poupará um cêntimo com op fim das reprovações. Aquele custo astronómico é obtido dividindo a verba orçmentada para o ensino pelo número de alunos. O anual dos alunos chumbados dá o valor da poupança. Só que a despesa do Estado não é com alunos, é com professores, auxiliares e edifícios: o Estado despedirá os docentes desnecessários e venderá as escolas apenas necessárias para os repetentes? É escusado responder. Contratarão mais jotinhas para impedir, as reprovações.
  • Sem chumbos o Estado não ensinará melhor: eis um trecho do eduquês a desenhar o melhor dos mundos: «A tutela garante que o objetivo é meramente eliminar de forma administrativa a figura da retenção, desenhando-se um programa “que assente em medidas pedagógicas” que promovam a “aprendizagem de forma mais individualizada, visando a progressiva redução das retenções”. » A ser assim, se o Estado conhece as técnicas para ensinar sem chumbos, porque não consente que sejam aplicadas essas técnicas educativas? Será apenas para mostrar que o Doutor Centeno é quem manda?
  • Os nossos sábios do eduquês são ignorantes: São os nossos sábios do eduquês que há anos defendem esta medida. Porque não sabem gerir o monstro do nosso sistema de ensino. O nosso aluno entra na primeira classe e começa a ser preparado para ir para a universidade. Mas muitos não querem ir para a universidade e muitos outros querem mas não têm cabeça para isso. Donde as reprovações. para acabar com as reprovações, os nossos sábios do eduquês deitam fora a criança com a água do banho: desistem de ensinar. Desistem de ensinar porque são ignorantes. O problema dos chumbos no básico está resolvido na Alemanha e nos Estados Unidos. Na Alemanha, há três ramos do ensino secundário, escalonados segundo o destino escolar e o grau de dificuldade: o Gymnasium, que prepara para a universidade, a Hauptschule, que prepara para as escolas técnicas superiores (ou para o mercado do trabalho) e a Realschule, que apenas mantém entretidos atá aos 15 ou 16 anos os alunos que serão empregados de mesa ou cabeleireiros. Os alunos são escalonados de acordo com os seus interesses e capacidades, pelo que não chumbam, exceto raramente, Nos Estados Unidos o sistema é mais aperfeiçoado: o diretor da escola propõe aos encarregados de educação um elenco de disciplinas adequado aos interesses e capacidade de cada aluno. Mas esta realidade não vem nos manuais de eduqus e por isso os nossos sábios eduqueses ignoram o que é uma escola dos nossos dias num país avançado, Obrigam os moços com vocação para pasteleiro a estudarem para físico nuclear e depois obtêrem reprovações em massa. Em breve cairemos na inépcia total nas nossas escolas públicas.
  • As nossas empresas deixarão de poder contar com a escola do Estado para terem mão de obra formada tecnicamente. Já temos a força de trabalho com menos preparação na União Europeia. Dentro de poucos anos passaremos da União Europeia para a União Africana.

A proibição das reprovações no ensino básico, operada deste modo, é a vitória da desintegração social. É a vitória dos pais que não se preocupam com o futuro dos filhos. É a vitória dos repetentes (e a derrota dos jovens que vão para a escola porque querem aprender), É a vitória dos políticos cobardes, que vivem de prometer o bacalhau a pataco e se marimbam no futuro dos eleitores . Uma escola onde não se aprende é uma prisão. Sem reprovações, no nosso esquema, acaba o ensino. Do básico, Uma sondagem de opinião (cuidadosamente ocultada) revela que quatro quintos dos jovens portugueses não gostam de ir para a escola. Não gostam da escola do edquês. Em breve serão cinco quintos. Os nossos sábios do eduquês são incapazes de manter os estudantes do básico em ordem e para isso substituíram os professores pela PSP: Os atuais professores serão substituídos por guardas dos serviços prisionais pois o nosso original programa Escola Segura revelar-se-se-á insuficiente.

Em nome da felicidade, estamos a fabricar a geração mais infeliz.

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