Sem escola não há empreas – e a nossa escola está a ser destruída por uma espiral de violência

Um fugitivo? Um criminoso? Não, Luís Sotomaior Braga, um professor agredido sete vezes quando toca à porta da escola (extraído de Prós & Contras))

Anteontem os meios de comunicação social noticiaram dois factyos sobre a escola pública portuguesa: num estabelecimento de ensino ensino alentejano uma aluna adolescente foi agredida por um colega e à frente do professor e ficou em tal estado que teve que ser levada para o hospital de Santa Maria; e a presidente do Conselho Nacional de Educação, Doutora Maria Emília Brederode Santos, deu uma entrevista a defender o fim dos chumbos no ensino básico do nosso país.

Emília Brederode é uma pessoa respeitada e inteligente. Diz ele que lavra «um certo desnorte» entre os professores no relativo ao fim das reprovações. Se lermos a entrevista, logo percebemos o porquê desse desnorte. A presidente da câmara corporativa do ensino afirma que «os chumbos não servem para nada» (e portanto acabarão) mas acrescentea: «a alternativa não é, nem pode ser, entre chumbar ou passar sem saber».- Se o aluno não sabe, não passa? Ou passa? Mas, depois de ter «o apoio específico» para os ignorantes, passa sem saber? O leitor entendeu o programa do governo sobre chumbos? Para mais, a presidente evoca o modelo finlandês (sim, finlandês) no qual há reprovações, embora em proporção inferior à nossa. Talvez o governo saiba o que quer sobre, mas, se sabe, não no-lo diz.

Emília Brederode parece ter em mente a escola «risonha e franca», da mocidade de João de Deus. No dia em que um estudante, numa sala de aula, agride gravemente uma colega, ela afirma: a escola deve «incitar os alunos a gostarem de aprender». Lembra os ideais da 1ª República, completamente alheadas da realidade do analfabetismo coevo.

Porque a questão central da nossa escola pública é desagradável mas simples: os professores passaram a raptar os alunos, retendo-lhes as notas, e só os libertam quando os pais, representados pela classe política, lhes pagam o resgate, sob olhar compreensivo dos eduqueses. Este esquema, resultado sobretudo do sindicalismo docente comunista, feriu os políticos, desautorizou os pais e, no nosso caso, desacreditou professores. Porque os alunos percebem que são o pião de nicas de um jogo violento que os professores apenas os querem oara ganhar dinheiro, que os pais e os políticos consideram normal pagarem o resgate aos raptores. E respondem com violência: fogem da escola, batem nos professores, espancam-se uns nos outros. Diz bem do nível mental do eduqués que os eduquantes não percebam isto e tomem os alunos por parvos. Sob a água mole do eduquês, estamos a formar uma geração brutal e ignorante, que julga que todos os problemas se resolvem pela brutalidade

Rui Correia

\Os nossos professores aparecem interesseiros e desmoralizados. O programa Prós & Contras, de Fátima Campos Ferreira, dá esta imagem desoladora dos professores. E contém uma chave para o problema- Logo no princípio foi entrevistado Rui Correia, escolhido para professor do ano em 2019. Correia afirmou que ser culto é algo que a escola pública portuguesa não gosta de confessar. Quem viu o programa, +percebeu pela reação da sala que os professores detestam a excelência, proposta por correia, e adoram a mediocridade, que unifica o eduquês e o sindicalismo comunista. Correia acrescentou numa caricatura mordaz da nossa escola: : o aluno diz para si mesmo «o que estou aqui a fazer?

A chantagem e a grosseria de um sindicalismo docente estimulado pelo PCP e tolerado pelo conjunto da classe política explica o estado a que chegaram os professores e o estado em que lançaram a nossa escola. Será precisa uma revolução para inverter a situação. Mas o fim dos exames no básico anuncia o agravamento próximo da situaçáo da escola. Porque proibir os exames é uma nova violência escolar que à escola trará mais violência.

O leitor sabea resposta que damos a este estado de coisas: as famílias sobreviventes entregam os filhos à escola privada e as grandes empresas formam os seus próprios quadros. Mas s famílias sem meios intelectuais ou financeiros? E as pequenas empresas? Vão na onda.

*

O leitor tem acesso ao último Pros & Contras se clicar no link seguinte:

https://www.rtp.pt/play/p5337/e436993/pros-contras

Declarações da presidente do Conselho Nacional de Educação em

https://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/chumbar-um-aluno-nao-serve-para-nada-alerta-conselho-nacional-de-educacao

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