Covid-19: Confinar é um pobre remedeio, diz médico suíço

A Europa ocidental tem bons médicos e «uma saúde pública medieval»

«Confinar toda gente é um pobre second-best para tratar com a epidemia», afirma Jean-Dominique Michel, médico, antropólogo e especialista de saúde pública em Genebra, na Suíça. Segundo Michel, este expediente foi aplicado na Europa«devido à falta de tudo o que nos teria permitido combater a epidemia com eficácia.

Como chegámos a isto»? Simplesmente porque falhámos em montar a resposta adequada desde o primeiro momento». Para ele, a falta de testes é «emblemática deste naufrágio: enquanto a Coreia do Sul, a Formosa, Hong-Kong, Singapura e a China deram a isso a primeira prioridade, fomos inacreditavelmente passivos na organização de uma ação tecnicamente simples».

«Confinar toda a população sem testes e sem tratamento está a par com o modo como as epidemias eram tratadas em séculos passados, afirma Michel, que elogia aqueles países asiáticos. O especialista de Genebra afirma a «decadência ocidental», «inequivocamente revelada na atual crise». «Temos uma medicina altamente qualificada mas a saúde pública funciona em termos medievais», escreve. A supremacia científica passou para o Extremo Oriente.

O médico genebrino qualifica o Covid-19 de «epidemia bastante vulgar»: 20 mil mortes até 24 de março comparados com os 2,6 milhões de doenças infeciosas respiratórias que esperamos em média mundial anua (segundo o link para o qual o texto remete)l. O novo coronavirus, na ausência de patologia prévia (diabetes, cancro, hipertensão, doenças cardiovasculares, etc) é benigno. Mata poucos menores de 65 anos. Para o Dr. Michel, não é o novo coronavirus que mata, é o privilégio que temos dado a indústrias tóxicas em detrimento da saúde pública.

Sem testarmos a população, as estatísticas diárias são desprovidas de sentido. Na realidade, ignoramos a extensão da propagação do novo vírus, escreve o Dr. Michel. Muitas projeções da sua difusão futura são obtidas «forçando todos os coeficientes e valores», afirma. São uma forma de ‘loucura’». Michel, especialista em doenças mentais, afirma expressamente que se lhes aplica a noção de psicose: «distorções cognitivas, percetivas e emotivas que conduzem a uma perda de contacto com a realidade».

Michel afirma que o novo coronavirus, porém, conduz a «complicações raras mas horríveis», entre as quais a pneumonia viral. Para ele, é a existência destes casos que justifica que não nos limitemos a confiar na «imunidade do rebanho» que resulta de terem sido imunizados os contagiados que sobreviveram.

Michel cita depois Didier Raoul, o grande epidemologista francês e atual apóstolo da cloroquina, que declarou resolver o caso do novo coronavirus. Ficou queimado em França, apesar de ser o primeiro epidemólogo mundial. Michel louva-o mas afirma a necessidade de novos estudos para seguir o processo normal de acreditação de um medicamento (m dos quais já terá começado no hospital universitário de Lille). Elenca a seguir fatores de esperança. Um estudo na Lancet, a grande revista médica britânica, informa que o «viral carriage period» do novo vírus é maior do que o inicialmente suposto mas pode ser reduzido para quatro dias com uma combinação de hidroxidocloroquina e azitromicina.

Perante este paradoxo (banal vs casos horríveis», «adotámos medidas absolutamente contrárias às boas práticas: parámos de testar as pessoas que poderiam estar doentes para confinarmos toda a população, a fim de pararmos a difusão do vírus». «O único processo que tem sentido, escreve citando Raoul, é confinar apenas os transportadores do vírus e se necessário tratá-los ou para reduzir aquelas terríveis consequências ou para minorar o contágio».

Michel inicia o seu estudo recomendando a obediência às autoridades e tyermina-o elgiando as autoridades sanitárias do cantão de Genebra.

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http://jdmichel.blog.tdg.ch/archive/2020/03/24/covid-19-the-game-is-over-305275.html

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