Covid19: O Epidemiologista Anónimo explica aos nossos Pseudoespecialistas como acaba uma Epidemia

Os nossos pseudoespecialistas de saúde, se lerem o artigo seguint, ficarão a saber de que modo acaba uma epidemia. O Epidemiologista Ata Anónimo enviou-nos um texto cujo estilo aparentemente pessoal não esconde uma crítica profunda da política do SNS e dos seudoespecialistas face ao Covid19. Aqui o deideixamos à apreciação d leitor.

         A propósito do último artigo de Zaruk (https://risk-monger.com/2020/07/17/a-risk-management-process-fit-for-the-21st-century/ ), escrevi-lhe uma curta mensagem dando conta da minha última reflexão sobre a COVID-19. O assunto já não me interessa minimamente do ponto de vista científico: apodreceu, está entregue aos abutres e às hienas. Nada a fazer, quem usou a ciência está mais ou menos bem, quem se agarrou à superstição e ao obscurantismo recusa ver (e já nem digo “pensar”) os factos, a fé tem mais força que a razão. Como disse há meses, quando aqui decretaram o estado de sítio, a epidemia seguiria o seu curso; e seguiu, como se vê. Só os “especialistas”-ideólogos desta governação é que estão “perplexos” e não sabem dizer outra coisa senão que é preciso “muita prudência” e outras tretas que agradam ao poder. Dá sempre jeito ter uma justificação “científica” para suspender e manter suspensos os direitos e liberdades das pessoas. Só os “especialistas” é que parecem não saber que uma epidemia de uma virose não se “contém” a não ser com o isolamento da zona de origem desde a origem: veja-se o que se fez com o Ebola: grande parte da África Ocidental foi de certa maneira “isolada” e apenas raras pessoas atravessaram essa barreira para o exterior, se bem me recordo foram quase todos profissionais de saúde infectados em serviço. Só assim se evitou a dispersão do vírus pelo resto do mundo e se conseguiu combater a propagação da doença na região de origem. Onde não foi extinta, note-se bem. Só os “especialistas” é que não entendem que uma virose das vias respiratórias, uma vez entrada numa população, não se “erradica”. Só os “especialistas” é que parecem não entender que fechar em casa uma população onde um destes vírus já está presente apenas adia o curso da epidemia, que apenas terminará quando se atinge a imunidade de grupo, algo que para a COVID-19 ocorre quando cerca de 20 % da população teve contacto com o vírus, quer esse contacto tenha sido “descoberto” com os “testes”, quer tenha passado despercebido às autoridades sanitárias, como aconteceu na “cintura proletária” de Lisboa durante meses. E, acrescento, ainda bem que assim foi, pois contribuiu para a imunidade de grupo que as mesmas autoridades tanto têm feito para evitar ou atrasar. Escrevi “cerca de 20 %” da população ter contactado com o vírus. Não escrevi “ter ficado doente”, pois a quase totalidade, cerca de 4/5 (possivelmente mais) não adoece. Podia ter usado outro “índice” algo grosseiro: cerca de 500 mortos por milhão de habitantes. Grosseiro, porque o seu valor variará, por vezes muito, com a densidade da população e, especialmente, com a sua distribuição etária: os velhos vivem mais tempo nos países mais desenvolvidos, por isso nestes a letalidade tenderá a ser mais elevada. Como acontece com todas as doenças que aparecem ou se agravam com a idade: neste aspecto, esta doença não é diferente das outras. Estes números não andam muito longe do que disse vai para dois meses o epidemiologista sueco Anders Tegnell, altura em que também afirmou que, quando a epidemia terminar se verá que, em qualquer país, o número de mortos por milhão de habitantes terá sido aproximadamente o mesmo, independentemente das medidas tomadas pelos políticos. Só os “especialistas” que estão à espera de uma vacina é que não entendem que as vacinas contra as doenças contagiosas só actuam através da imunidade de grupo e que por isso contrariar ou retardar o processo de atingir a imunidade de grupo é um contrassenso. Só os “especialistas” é que parecem não entender que o aumento do “número de casos” depende do número de testes que se fazem e não do progresso da epidemia. Por isso os mesmos “especialistas” não entendem como aumentando tanto o número de “casos”, o número de doentes e mortos por semana vai diminuindo. Só estes “especialistas” não entendem que este facto tem uma explicação simples: reflecte o nível de imunidade de grupo que já foi atingido.

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