O Economista Português e a opção pelo TGV

O Economista Português pensa mudar a sua posição sobre a adoção do TGV em Portugal; recusou o TGV Sócrates, está disposto a estudar um TGV Merkel.

As nossas posições são fundadas em argumentos empíricos. O TGV Sócrates interessava-nos pouco pois a bitola ibérica resistia, o TGV era, neste nosso país atlântico, apto a encarecer os nossos transportes.  Nos anos 1990, a União Europeia, com a 5ª liberdade, entregou o continente à aviação comercial com a vitória das low-cost.

Hoje a situação é diferente. Trump perdeu as eleições e triunfa o multilateralismo. Que consiste no ataque ao CO2. Isto é: no ataque à aviação e na defesa do TGV. Não devemos correr o risco de ficarmos duradouramente privados de uma ligação ferroviária à Europa de qualidade.

Mas a nossa adesão ao TGV é racional: só devemos comprá-lo quando tivermos a garantia de acesso ao mercado ferroviário europeu. Se tivéssemos optado pelo TGV Sócrates contra as low-cost estaríamos hoje pior. Mas o futuro talvez seja diferente: precisamos de estudos da própria ferrovia e de empresas sérias.

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