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O PS elabora o seu programa e O Economista Português aconselha-o a evitar o pior

 

SOMOS O SEXTO PAGADOR DO MUNDO

ProgramaPSSextoPagador

Pelo critério do gráfico o governo das esquerdas orçamentaiois é o sexto maior pagador de dívida do mundo

Fonte: https://www.dn.pt/dinheiro/interior/esforco-de-portugal-para-pagar-a-credores-e-dos-maiores-entre-52-paises-9270138.html

O PS elabora o seu programa. Como os próceres do PS defendem a total transparência dos políticos, o programa é elaborado na semiclandestinidade. As suas grandes linhas são conhecidas em voz baixa: combate às desigualdades, desafio demográfico, alterações climáticas, sociedade digital. Os autores esqueceram o «aumento da produtividade», mas à parte isso, que é nada, o programa é perfeito. Serve para qualquer país, desde Andorra às Novas Hébridas, passando pelo Paquistão (desafio demográfico por excesso de bebés).

Todos pensávamos que o próximo programa eleitoral do PS já estava publicado: antes das eleições para a Assembleia da República, aumento do vencimento dos funcionário públicos(o Doutor Centeno teve que o dar a troco de um emprego lucrativo pós Eurogrupo) e aumento do Salário Mínimo Obrigatório (SMO).

Mas … o programa está a ser elaborado. É esse o perigo. A classe política portuguesa interiorizou que programa político é um conjunto de mentiras no qual inserirá algumas vantagens eleitorais e pessoais. A ver se o barro cola à parede. Chama-se a isso transparência. Donde o risco de «programa do PS» significar a irresponsabilidade do PS com o risco da posterior incapacidade governativa … do PS. Aliás, já começou a corrida ao programa socialista. Queira o leitor atentar num exemplo singular. A Arquiteta Helena Roseta, uma pessoa adorável frequentemente acometida por ataques de irresponsabilidade, propôs há dias que o Estado tome conta dos apartamentos vagos e os distribua a quem provar que necessita deles. Isto é: a Arq. Roseta quer recomeçar a «Reforma Agrária» em Lisboa e mandar o PS distribuir aos seus sócios os benesses que o PCP distribuiu aos dele em Pias, em 1975 e arredores. O leitor está a ver onde isso nos levará.

Ontem foi o 25 de abril e observámos a vacuidade da nossa classe política nos discursos oficiais. Nos momentos mais altos, os nossos representantes atingem u pensamento adjetivo: querem que as mulheres não sejam espancadas na intimidade (sic), que a corrupção acabe e nos sintamos representados por eles mas não nos comunicam a menor ideia sobre o modo de alcançarmos aqueles resultados como sempre bons, generosos e sem custos para o utente.

Por isso O Economista Português atreve-se a sugerir ao Dr. António Costa, um emocional inteligente que nunca lerá esse programa partidário para Portugal, Novas Hébridas & Cia. , que intime os seus conselheiro clandestinos, antes de torturarem o processador de texto, a responderem a três perguntas:

  • Como diminuiremos o nosso esforço com a dívida pública ? (ver gráfico)
  • Como generalizaremos à economia portuguesa os bons exemplos das indústrias de conservas de peixe e de produção de sapatos?
  • Como pagaremos as bondades eleitorais dos aumentos dos vencimentos dos funcionários e doS beneficiários do SMO?
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Leve a Mão à Carteira: O Aeroporto Está de Volta!

PortelaNova

O Economista Português  reproduz do  Diário de  Notícias: «”Importa concentrarmo-nos no futuro e recuperar o tempo perdido, assegurando rapidamente a solução duradoura, politicamente consensual, para dotarmos o país de um aeroporto internacional com a capacidade que o crescimento do tráfego aéreo necessariamente impõe“, defendeu o primeiro-ministro» Estas afirmações foram proferidas no final de uma cerimónia com luzida presença da Confederação do Turismo Português.

Os conselheiros do Sr. Primeiro ministro andaram mal avisados.  Já temos em Lisboa dois aeroportos internacionais.. Se descruzarmos as pistas da Portela e abrirmos o Montijo ao tráfego internacional,  teremos o equivalente a um terceiro aeroporto, sem gastarmos nada, O Economista Português atreve-se a oferecer  ao Sr.Primeiro Ministro uma viagem de helicóptero Loures -Montijo para ele se aperceber como são errados os conselhos interesseiros que recebe. Se necessário, O Economista Português  abrirá uma subscrição pública, para financiar essa viagem do Dr. Costa.

O «tráfego aéreo» não impõe «necessariamente» nenhuma taxa de crescimento. Porque razão o Conselheiro Pacheco saltou da tumba para aconselhar o Dr. Costa? O novo aeroporto será para servir a zona onde se fala mirandês? Ou para uma coutada do Dr. Rio? Ou chamaram os conselheiros em auto-estradas do licenciado em engenharia Sócrates?

Quem impede o Sr. Primeiro Ministro de realizar essa obra, sem gastar um cêntimo e sem mais acordos de Bloco Central?

O Sr. Presidente da República pediu mais investimento e no dia seguinte o Sr. Primeiro Ministro prometeu-lho. Mas vale todo o investimento? Mesmo o que é desnecessário? Ou entramos no Bloco Central para o concurso público e na Maioria das Esquerdas orçamentais para o Salário Mínimo Obrigatório? Vale tudo?

 

Aquecimento Global: A Ciência Talvez nos Evite o Regresso ao Neolítico

 

HomamDasCavernas

A ciência talvez nos permita vencer o aquecimento global sem regressarmos às cavernas

Em carta à respeitada revista Nature, cientistas dos países em desenvolvimento reivindicaram uma maior intervenção na geoengenharia solar. A Universidade de Harvard, entre outras, tem estudado a criação de uma «camada de ozono» entre nós e a camada de ozono propriamente dita, que evite o aquecimento da Terra. Os cientistas do Brasil à Índia legitimam agora esta estratégia científica, que tem sido tão contestada. Já era conhecido que certas formas de poluição causam arrefecimento: era o caso das erupções vulcânicas ou dos grandes incêndios. Alguns cientistas propõem-se modelizar ações humanas deliberadas, planeadas, que alcancem idênticos efeitos. E que não se limitem a levar o calor de um continente para outro.

O lobby ecologista defende uma política de regresso ao passado e tem sabido evitar que as televisões e a imprensa informem o leitor sobre as pesquisas científicas que talvez permitam evitar o aquecimento do planeta sem termos que voltar ao Paleolítico e à sua vida por certo saudável mas sem os confortos a que estamos habituados (refeições a horas certas, roupa individual adequada ao clima, casas com climatização, energia doméstica, televisão, Web, blogs estimulantes, jogos de computador mais ou menos inteligentes, rádio, livros, jornais em papel, férias em locais escolhidos pelo  feriante, viagens à vontade do cidadão, iluminação urbana). Afinal ainda há esperança para a humanidade de evitar o regresso às cavernas para salvar a civilização, embora haja a recear o desemprego de muitos ecologistas mais primitivos e que não conciliaram os seus elevados princípios ético-caloríferos com a defesa da poluição do Tejo pelos fabricantes de celulose.

Mais informações em

https://www.theguardian.com/global-development/2018/apr/05/scientists-suggest-giant-sunshade-in-sky-could-solve-global-warming

A «bomba populacional» exterminar-nos-á de novo?

 

PopulaçãoMundial

Em maio de 1968, um livro intitulado «A Bomba da População» alcançava um êxito mundial. Os seus autores eram os biólogos Paul e Ann Ehrlich. O livro previa o fim da civilização devido ao crescimento populacional e recomendava o controle dos nascimentos para evitar o fim. Vendeu dois milhões de exemplares, um por cada quatro mil terràquos. A esquerda avançada acusou-os de racismo, por quererem obrigar os negros, os latinos e os asiáticos a não terem filhos, e a Igreja Católica condenou-os por defenderem o controle de natalidade.

Na preparação do cinquentenário, o casal Ehrlich volta à carga; «nas próximas decadas» (next few decades), a civilização volta a acabar. Para os Ehrlich, teria acabado pela primeira vez nos anos 1970. O casal ignorou a «revolução verde», que aumentou a produtividade agrícola. Estas teorias neomalthusianas esquecem aumento da produtividade, implícito no capitalismo, o regime que felizmente nos rege. Para eles, o mundo só é gerível com dois biliões de pessoas. Como o controle da natalidade é a única arma de engenharia social em que os Ehrlich confiam, e como não propõem guerras de extermínio dos cinco biliões de terráàuos a mais, têm que condenar de novo a civilização. Sem repararem que os pobres estão cada vez menos pobres, graças à globalização (quem sofre são as classes médias e operárias ligadas ao protecionismo nacional).

Talvez a humanidade acabe nas próximas décadas. Stephen Hawkings, o recém falecido sábio dos «buracos negros» e do «Big Bang», julgava que ela se extinguiria se não emigrássemos para outro planeta.

A acabar, acabaremos por excesso de produtividade e não por falta dela. Os comunismos russo e chinês começaram por querer a igualdade com produtividade estacionária e acabaram por se converter ao ideal capitalista do aumento permanente da dita produtividade. Os pobres são hoje cada vez menos pobres. Devido ao aumento incessante da produtividade, um conceito desconhecido do casal Ehrlich. Se a humanidade acabar será numa guerra grande (ou com um cometa desconhecido a destruir a Terra, ou com uma experiência científica falhada que nos deixa todos congelados) e não porque os pobres não recebem da assistência social esmola suficiente para sobreviverem e … procriarem.

Queira o leitor dormir descansado apesar dos sustos pseudo científicos do casal Ehrlich.

Para ler mais sobre a «bomba populacional» marca Ehrlich, clicar em

https://www.theguardian.com/cities/2018/mar/22/collapse-civilisation-near-certain-decades-population-bomb-paul-ehrlich

https://mahb.stanford.edu/wp-content/uploads/2012/08/2009_EhrlichPB-REVISIT-1.pdf

O Economista Português dá um prémio a quem descobrir um erro de aritmética contido neste texto)

Montepio mutualista; «São Rosas Senhor»

 

MilagreDasRosas

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=OY4zBdUY3Po

A Associação Mutualista Montepio Geral, de que O Economista Português é sócio não praticante, dava prejuízo antes de subitamente o Fisco qualificar de bancárias as suas operações. A partir desse momento, o Fisco deu-lhe um crédito fiscal e assim a mutualista capitalista passou de grandes prejuízos a grandes capitais próprios. Sendo banco, o Montepio passou a pagar IRC sobre os lucros e, nos exercícios em que sofre prejuízo beneficia de um crédito fiscal. Este crédito significa que quando tiver lucros (se algum dia der lucros) o Fisco abaterá o montante do ora constituído Crédito Fiscal ao IRC que o Montepio tem a pagar em sede de IRC.

Ontem, em S. Bento, o Dr. Fernando Negrão (PSD, oposição) terá dito que a contabilidade do Montepio era «martelada» e o Dr. António Costa (PS, situação) terá respondido que um dia «desdobraria» os interesses daquele Dr. Negrão no dito Montepio. Esperamos sentados pelo próximo episódio.

O Economista Português duvida que este caso parlamentar tenha ocorrido e não se pronuncia sobre uma contabilidade que desconhece nem sobre a aplicação da lei que, de um momento para o outro, qualifica de banco uma associação mutualista.

O Economista Português limita-se a assinalar que esta decisão contabilística é uma  pura fantasia. O ativo de uma sociedade é formado por entradas de dinheiro. No caso do Crédito Fiscal nem há, nem nunca haverá entrada de dinheiro. A haver, haverá um encontro de contas com o Fisco. Por ato administrativo, lucros futuros e incertos são transformados em capitais presentes de uma sociedade privada apenas porque ela teve o mérito de … dar prejuízos acumulados. «São rosas, senhor».

A medida nem é original (no caso de bancos) nem foi inventada pelas esquerdas orçamentais: é uma Norma Internacional de Contabilidade. Teria sido possível evitar o que um respeitado contabilista classifica de «cosmética»? Talvez. O Economista Português já aprovou a medida noutras ocasiões, para evitar males maiores, e regista comovido que desta feita as esquerdas orçamentais, que então condenaram a medida com vivacidade, se declaram dispostas a melhorará-la. Obrigado. Por certo será necessária essa melhoria.

Eurozona: A Alemanha Cansada

 

Valquirias

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=svMHBPed9Bs

O quarto governo da chancelarina Merkel, que agora entra em funçõers, mostra que a Alemanha está cansado do Euro e provavelmente da União Europeia.

O cansaço resulta da demora fora do comum na formação do novo executivo, de ser formado por derrotados (quer a CDU quer o SPD perderam votos) e sobretudo  de uma aliança contraditória entre eurocéticos da CSU bávara, que impuseram uma política de imigração populista, e eurovanguardistas do SPD, que impuseram o avanço voluntarista do federalismo assimétrico.

A chancelarina Merkel encontrará o Presidente Macron para preparar a próxima cimeira. O chefe de Estado francês oferece um programa da Europa a duas velocidades. Paris quer o noivado do sepulcro com Berlim. Mas Berlim não quer ficar só com a França numa miniUE, talvez enfeitada pelos  holandeses e belgas. Os alemães sabem que o Euro só lhes serve como reforço da proteção aduaneira do mercado vasto da Europa dos 27 e garantia política do pagamento das dívidas públicas e privadas. A tentativa de recasamento franco-alemão resultará naqueles equívocos muito aplaudidos pela nossa classe política: nós portugueses pagaremos já à Alemanha, a Alemanha pagar-nos-á a partir de 2035. É o modelo da União Bancária, tão aplaudido pela nossa classe política e que tão caro nos tem custado.

Uma outra razão conduzirá ao sepulcro o novo noivado franco-alemão: os alemães sabem que a França em geral e Macron em particular são a grande ameaça à estabilidade das finanças europeias. Todos vemos o Presidente Macron a prometer gastar dinheiro do Estado (não nos referimos às extravagâncias de Brigitte) e ainda ninguém o viu a prometer com verosimilhança poupar um cêntimo do contribuinte. Nós, portugueses, devemos acautelarmo-nos com os novos avanços do federalismo franco-alemão: sair-nos-á do bolso antes que disso nos apercebamos.

Outro sinal do cansaço alemão está na desobediência dos  deputados  da CDU/CSU e do PSD no Bundestag: não se sabe quem violou a disciplina partidária, mas o governo Merkel 4 tem uma maioria de apenas nove votos, menos do que o esperado. O governo aguentará durante a legislatura, como a Constituição prevê e o regime exige?

Investigação e empresas: a OCDE chumba a política portuguesa.

Patentes

Fonte: serviços d’ O Economista Português

A OCDE acaba de elaborar um relatório provisório sobre a investigação e o desenvolvimento científico (I&D) em Portugal. Esse relatório reprova a política portuguesa:

. Não tem medidas incentivadoras

. Não liga a I&D às empresas

. O número das nossas patentes continua abaixo da média europeia

. Os doutoramentos continuam abaixo da média europeia

. O número de licenciados coniniua abaixo das metas da U/nião Europeia.

As linhas gerais da nossa política de I&D não variam com os governos PS e PSD/CDS.

Foi fraca a reação do governo do Dr. António Costa ao chumbo da OCDE. Anunciou que os politécnicos passariam a conceder doutoramentos, o que lhes aumentaria o número, mas revelou do mesmo passo que os doutoramentos seriam mais difíceis, o que lhes diminuiria o número. Nada anunciou sobre a relação empresas/I&D. Prometeu aumentar o número de licenciados mas a única medida anunciada é um mirífico aumento das despesas em I&D para 2030-   

O Sr. Primeiro Ministro foi no dia seguinte a Vila Real  recitar uma das suas mantras favoritas: «o futuro de Portugal está na inovação». Ora sem I&D não há inovação e nós não temos I&D organizada.

O mais curioso é o seguinte: a OCDE chumba a política portuguesa num exame efetuado a pedido do próprio governo português. Os governos pedem estas «reviews»., que lhes custam bom dinheiro, quando tencionam mudar de política e precisam de legitimação internacional. Neste caso, porém, o governo apenas parece querer esconder o relatório preliminar da OCDE que não está disponível na página desta organização nem na página do governo português na Web.