Em Tempo de Reforma económica > leia a Opinião dos Empresários

Fonte: https://www.gee.gov.pt/pt/documentos/destaques/3152-the-global-competitiveness-report-posicao-portuguesa/file

O nosso governo prepara um relançamento para o pós Covírus19, de cujo rascunho foi encarregado o Eng.º António Costa e silva. Esse relançamento será também uma reforma económica. Que pensam os empreários atuando no nosso país sobre os pontos fracos da nossa economia? Parace que ainda ninguém se lembrou de lhes pedir a opinião. Sem eles, porém, o governo mandará construir ferrovias de bitola europeia mas não haverá mercadorias portuguesas para carregar os combóios – e pagar ao pessoal da CP, pois ao que parece as chulipas e a tração serão oferta da casa (europeia).

Para os empresários, os dois grandes obstáculos nascem do próprio governo português: a «ineficácia burocrática» e as taxas dos impostos. O Governo é tambémn responsável pelas terceira e quarta limitações: rigidez do mercado laboral e e instabilidade das políticas (muda o ministro, mudam as políticas) e a esta instabilidade damos o noms pomposo de reforma). O quinto obstáculo é o acesso ao crédito, É menos claro que caiba aqui ao governo a exclusiva responsabilidade. Estes resultados constam do «Executive Opinion Survey», revelados pelo World Competitiveness Report e estão resumidos na tabela inicial.

Outros obstáulos individualmente considerados congregam menos de 10% das opiniões. Vários deles são também da responsabilidade direta do Governo: regulamentações fiscais, impreparação da mão de obra e incapacidade para inovar. Responsabilidade parcial da política? Por certo, mas responsabilidade.

A corrupção é expressamente meada por alguns empresários e por certo não eta longe dela a maior pecha, a incapacidade administrativa do governo.

Será que o governo responderá a estas razões de queixa dos empresários? O Economista Português quer ver para crer, como São Tomé. O delegado do primeiro ministro para a reforma referiu a necessidade de gastar dinheiro em portos e na bitola europeia mas apenas 1% dos empresários se queixam das infraestruturas. O nosso país está infraestruturado demais e descapitalizado demais – mas a classe política continua com o velho sonho do fontismo: «ah! se fosse possível votar uma lei para os portugueses andaremde combóio!», chorava-se o célebre primeiro ministro Fontes Pereira de Melo, já sem meios para pagar a dívida pública depois de ter aspergido a Lusitância Exterior com vias férreas. Hoje são as autoestradas, as PPP e as restantes primas, como as rotundas vazias.

Não vimos que na preparação da nova fase reformadrora fosse encarada alguma das questões horizontais que , essas sim, levam os empresários a não investir em Portugal. O Engº Costa e Silva conhece bem esta situação e ele próprio declarou que a sua empresa não investiria no nosso país. Neste ponto, Costa e silva tem toda a razão. Por alguma razão a nossa competitividade está entre dois países na vanguardada da sociedade indtsrial e informática, o Quatar e a Tailândia. Esperemos que ele proponha agora medidas que levem os colegas empreesários a formarem outra opinião – e a investirem entre nós.

Economia pós Covid19: Sff surpreenda-nos, Engº A. Costa e Silva

António Costa e Silva

O Primeiro Ministro, Dr. António Costa, nomeou António Costa e Silva para pilotar a elaboração de recomendações para relançar a economia portuguesa depois do Covid19 (e dos fundos da União Europeia). O nomeado é engenheiro de minas, professor catedrático do Técnico, é matemático distinto (doutorado em modelos estocásticos) e a sua presidência da Partex, a petrolífera ex-Gulbenkian, celebrizou-o no nosso meio empresarial. Não está filiado em nenuum partido político, exceção que deve ser salientada por reparar (parcialmente) uma discriminação flagrante. Costa e Silva continuará na sua empresa e exerceráo cargo pro bono. O que é outra originalidade.

A nomeação é original, pela pessoa e pelo indefinido do escopo, que se adequa à situação de incerteza que hoje vivemos.

Apesar da originalidade corajosa da nomeação ela suscitou duas reações partidárias lamentáveis. A Drª Catarina Martins, leader do Bloco de Esquerda, declarou que não falaria com ele por não ser ministro. O CDS também censurou que não fosse um ministro mas admite falar com ele (o que não deixa de ser triste mas é menos pubertário). Estas reações são lamentáveis pois preferem a forma (o fulano é ministro?) ao fundo (que propostas nos apresentará?).

Sabemos pouco sobre o recente mandado do Engº Costa e silva. Tratará só dos novos fundos estruturais ou também da conjuntura? Como dará a palavra às empresas e associações empresariais? De que instrumentos de política económica terá poderes para deitar mão: só os fundos europeus (o que seria muito) ou também a política fiscal e o que nos resta de política monetária? Qual a duração do mandato? Será ele um think tank que nos dá novas ideias, a serem executadas por outrios (por exemplo: a siderurgia do manganés, que ontem referiu na RTP) ou estabelecerá com as empresas (e as associações empresariais) uma forma de colaboração? Quais são os seus diversos prazos, que a priori não parecem separáveis do que a União Europeia aprovará? Um jornal, que citava Costa e Silva, escrev: «a tarefa “levará meses” e abrange “sete ou oito objetivos estratégicos”: transportes ferroviários; infraestruturas portuárias; gestão de recursos de água; competências digitais das pequenas e médias empresas; reforço do investimento no sistema nacional de saúde; reconversão industrial; recursos endógenos; coesão territorial ou transição energética.». O que pareceria um regresso aos clusters, do tempo de Cavaco Silva e do M. Porter dos anos 1980. Mas também lembra a «planificação indicativa» das IV e V Repúblicas Francesa, que também tivemos com os Planos de Fomento do Estado Novo (e que o Secretariado T´écnico da Presidência do Conselho coordenou, primeiro pela mão do jurista Vasco da Cunha d’ Eça e depois pela batuta do economista João Salgueiro, que modernizou a estrutura do planeamento). Veremos.

O rabisco encarnadõ indica o nosso país: somo um pa+is pobre que imita o baixo crescimento economico dos países ricos Fonte: https://www.pordata.pt/en/Europe/Gross+Domestic+Product+(Euro)-1786

Seja como for, caiu no portátil do Eng.º A. Costa e Silva uma tarefa gigantesca: substituir o modelo económico de estagnação que o euro nos trouxe por um outro que nos traga crescimento económico, equuilíbrio orçamental e diminuição da dívid pública e empreesarial. O seu modelo dar-nos-á isto ou apenas ajudará a empandeirar os novos e previsivelmente goríssimos quadros comunitários de apoio? Conseguirá ele decobrir um o processo de impedir que as máquinas da corrupção se apoderem das novas patacas teutónicas que se dirigirão para as terras de Baco? Como o leitor sabe, tem sido a corrupção a destruir a racionalidade econóca destes fundos (que no essencial se converteram em prédios de rendimento espalhados pelo chamado interior (nomeadamente), carros de luxo e depósitos bancários em paraísos fiscais).

Na sua entrevista televisiva de ontem, A. Costa e Silva jogou com as cartas muito junto ao peito, propondo ideias não controversiais (mais betão para os nossos portos oceânicos) e evitando questões fraturantes (o sulfuroso TGV que hoje dá pelo nome de a bitola ferroviária europeia, o ritmo da descarbonização) ou outras questões horizontais que opõem diferentes lóbis (crédito à indústria transformadora, ligação das empresas produtoras à a investigação científica, poupança, mercado de capitais, pensões de reforma). Mas elogiou o papel das empresas na criação de riqueza, o que entre nós não é de somenos. Costa e Silva tem a reputação de ser um grande negociador e esta prudência releva por certo de tal característica. Esperemos que nos supreenda com projetos realistas e inovadores.

Atenção, caro leitoro: a inovação está a ser inovada. Ouvimos ontem Armin Laschet, o chefe do governo CDU da Renânia do Norte-Vestefália, o maior Land alemão, defender uma política de promoção de campeões europeus, para requalificar as nossas empresas no mercado mundial. Não está sozinho nessa posição. Será esta a nova moda (pois reformula numa música menos livre-cambista a articulação da proteção do mercado interno com o comércio internacional relativamente livre). A. Costa e Silva gostará desta música? Se houver cem campesapelo a que seja realizado com toda a competência e respeito pela obra.  europeus, procuraremos que dois (pelo meno) sejam portugueses ? Escrevemos dois por ser o que nos cabe em percentagem da população da UE27.

5 Medidas 5 para Evitar o Caos nas nossas Empresas

O Telejornal da hora do jantar é um programa mortuário e enquanto o governo o mantiver não haverá retoma económica

O Governo come;a hoje a tratar com os parceiros sociais da recuperação da economia. O Economista Português avança trêssugestões > acabar com o terrorismo sanitário, separar as empresas da segurança social; combater a teoria económica delirante da CGTP; e acabar com o licenciamento económico prévio.

  • Acabar com o terrorismo sanitário> o governo deu às pessoas o que elas queriam<> medo. E acrescentou um sentimento falso de proteçãa, a prisão domiciliária. Mas o feitiço está a virar-se contra o feiticeiro> os muitos portugueses recusam sair da toca e trabalhar. O leitor acredita que alguém quer regressar }a cidade quando para ir ao cinema tem que passar pela seguinte ordália

O Governo deve também acabar com o Telejornal da hora do jantar que significa o contrário do que diz > diz que o desconfinamento corre bem e só fala no aumento de mortes ou no aumento de casos (atualmente em valores irrisórios, a epidemia está a acabar nesta saison)

  • Separar as empresas da segurança social: o lay off, tal como está a ser praticado, transforma as empresas em sucursais dado seguro do desemprego, pois obriga-as a pagar salários a assalariados que não desempenham nenhuma função produtiva. A continuarmos assim, em breve teremos rebentado com as empresas e com a segurança social. A produção coabita mal com a redistribuição: o leitor sabe que Salazar semicongelou as rendas de casa, obrigando os senhorios a redistribuirem dinheiro aos seus inquilinos e o resultado foi uma gigantesca crise habitacional, no 25 de abril. O mesmo acontecerá às nossas empresas. Os partidos políticos devem cessar de querer prolongar o lay-off e estabelecer mecanismos realistas de apoio social aos assalariados.
  • Combater a teoria económica delirante que a CGTP debita com voz suave e (queira Deus) sensata: é possível pagar salários indefinidamente a desempreagados e mesmo, como ontem dizia na RTP a senhora secretária geral daquela central sindical, aumentar os salários. A senhora D. Isabel Camarinha aliás declarou expressamente não se interessar por quem os paga: as empresas, o contrribuinte, a UE, ela não trata desse pequeno pormenor. Claro que se trata de uma perigosa fantasia. Joseph Schmpeter ensinou-nos que o capitalismo é um processo de destruição criativa e sairá da crise, como sempre saíu, com mais desemprego e novos empregos. O governo parece preparar-se para embalsamar a nossa economia num fascismo sanitário. Tem que garantir o social e pôr a economia em marcha. O que só será feito plenamente depois de sabermos o que a União Europeia nos dará (mas já sabemos que não estamos a apresentar projeos em quantidade e qualidade suficiente, omissão de que ninguém trata pois somos os melhores do mundo.
  • Acabar com o licenciamento económico prévio libertará energias criadoras e seráá o sinal que o renascer das nossas empresas ocorrerá sem corrupção.
  • Só depois o governo deve meter mais papel na mão das empresas. Mas hoje e amanhã não tem um minuto a perder.

Portugal é um País pobre? Uma Homenagem a José Cutileiro

Fonte: Banco Mundial, Banco de dados. Notas: ppc: está explicado no texto; habs: habitantes; participação na mão de obra: liga esta à população; M: mulher

«Portugal tem um problema de pobreza e do que vem cm ela. Enquanto o país não enriquecer, não se sai de onde se está», disse José Cutileiro na sua última entrevista. São palavras estimulantes., como era uso do seu autor. Examinemo-las, homenageando-o deste modo.

Para sabermos se somos pobres ou ricos, a comparação que se impõe é a com a Alemanha, a atual nação leader da União Europeia (UE). Comparemos o nosso rendimento individual com o germânico, em termos de paridades de poder de compra, que mede as compras realmente realizadas pela mesma quantidade de moeda em dois países. O nosso PIB por habitante medido assim é praticamente dois terços do alemão, segundo o Banco Mundial. A diferença parece intransponível, falta-nos muito para sermos ricos. Vejamos. A proporção de alemães a trabalhar é maior do que a portugueses (79% e 75%), o que explica talvez dez pontos percentuais da diferença dos dois PIBs por habitante. Já só somos 27 pontos percentuais mais pobres do que a rica Alemanha. O cabaz de compras que está na base do cálculo da PPC favorece a Alemanha: inclui o aquecimento no inverno (de que necessitamos pouco) e não inclui um mês anual de praia com areia, bons almoços e bons jantares 365 dias por ano, farras ou saídas sábado à noite, e roupa sempre na moda,. Para calcularmos a percentagem explicada por este fator distorção derivada do cabaz de compras deveríamos proceder a uma minuciosa simulação. Usaremos um second best mais simples. Se o leitor tiver em conta que a alimentação ronda um terço do rendimento anual e as férias cerca de um duodoécimo, compreenderá que estamos mais ou menos quites com a Alemanha em termos de PIB ppc pois estes bens são mais baratos no nosso país. Se tiver dúvidas, experimente ir passar férias a uma cidade do norte da Alemanha ou do Brandeburgo. Outras comparações físicas (excluindo portanto as distorções da contabilidade nacional) vão no mesmo sentido: o número de carros registados por mil habitantes no nosso pais é 81% do alemão. A diferença do PIB ppc já encolheu um bom bocado. Se tomarmos um indicador sintético de bem estar económico e social, a expetativa de vida (das mulheres) à nascença, vemos que ela é 83 anos na Alemanha e 82 em no nosso país.

O Economista Português não ignora que a esmagadora maioria dos seus leitores de todas as idades, dos quatro (ou cinco) sexos, das várias religiões e etnias, do Sporting e do Benfica dão razão a Cutileiro e receiam estar a ser vítimas de uma variante dos apanhados. Não, não estão, e pedimos ao leitor para ter em conta que os alemães perfilham esta opinião e por isso há várias décadassuspenderam a ajuda bilateral ao nosso país – e não nos tomarão à letra quando lhes cantarnos o fado do Covid para abanarmos a árvore das patacas teutónicas.

Lançando aquela frase que acabará por ficar como seu testamento intelectual, Cutileiro estava a ser fiel à sua terra natal, o Alentejo do tempo da autarcia e da autocracia, e à inspiração da sua maravilhosa tese de doutoramento, intitulada precisamente Ricos e Pobres no Alentejo. Interpretámos até agora a riqueza no sentido do PIB individual. As palavras de Cutileiro são porém suscetíveis de outra eitura: a riqueza é um critério civilizacional. Ricos e pobres vivem em mundos diferentes. Na entrevista, ele refere que os portugueses não enriquecem porque não poupam e não poupam porque todos os governos preferem soluções de facilidade. A riqueza seria o capitalismo e, ao expulsarmos os judeus, ter-nos-íamos condenado a nunca entrar na modernidade. É como se tivessemos sido condenados so suplício de Tântalo: somos ricos e sofremos por sermos pobres, estamos no meio da água e nunca nos dessedentamos

A última entrevista de José Cutileiro, antrópologo, diplomata e escritor, está disponível em

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-ultma-entrevista-a-jose-cutileiro-portugal-tem-um-problema-de-pobreza-e-do-que-vem-com-ela-enquanto-o-pais-nao-enriquecer-nao-se-sai-de-onde-se-esta

Cartoon: Cuidado com a Matemática aprendida a Correr!

Cartoon selecionado por o Epidemiologista Anónimo

Covida19: Os «supertransmissores», um erro do «Público», analisado por o Epidemiologista Anónimo

Eis um exemplo de mais um deslize do “Público”, agora a propósito dos “supertransmissores” de doenças:

https://www.publico.pt/2020/05/25/ciencia/noticia/sabe-supercontagiadores-novo-coronavirus-1918004

Analisemos este artigo.

Por um lado, há indivíduos com a misteriosa propriedade de “transmitirem uma doença a mais pessoas”. Facto inédito na História da Medicina, que durante vários séculos acreditou que “ficar doente” era uma propriedade do contagiado e não do contagiante.Depois de inventarem esta obscenidade teórica, os “especialistas” deram uma guinada: não só há possivelmente _indivíduos_ supetransmissores como também há “eventos de supertransmissão”. E, com este esclarecimento, ficámos todos muito melhor informados.Curiosamente, tanto os indivíduos supertransmissores como os eventos de supertransmissão, misteriosamente, apenas ocorrem nos primeiros tempos das epidemias: a super-coisa esgota a sua força ou virtude. O Público cita uns “autores” que na salsada do artigo não consegui perceber quem são, os quais avançam mais uma explicação: “os nossos resultados sugeriram que a admissão tardia num hospital (mais de quatro dias) após o início dos sintomas pode ser parcialmente responsável pela ocorrência de eventos de supercontágio”.Ora aqui está a descoberta da pólvora! Os doentes com infecção mais severa, ao ponto de terem que recorrer ao hospital, se estiverem mais tempo cá fora transmitem a doença a mais gente! Descoberta que merece um prémio, uma medalha, qualquer super-coisinha!Este fabuloso conceito, de facto, é original e o adjectivo “fabuloso” (de fábula”) aplica-se-lhe como uma luva. Há supertransmissores ou supertransmissão nos primeiros tempos da epidemia, quando a totalidade da população é susceptível. Normalmente, um “supertransmissor” é aquele fabiano que foi contaminado no estrangeiro e volta a casa: contamina logo uma data de gente! Claro: ninguém está à espera! Depois, deixa de haver super-coisa: óbvio, os serviços médicos, a informação às populações, etc., hão-de servir para alguma coisa, não é verdade? Mais tarde, em certas doenças começa a haver imunidade dos infectados curados ou sem sintomas e, claro, cada vez menos potenciais infectáveis: nessa altura, para infetar muita gente seria preciso passar ao andar superior, o dos super-hiper-transmissores. Mas parece que estes ainda não foram descobertos.Por outro lado, a característica de andar a tossir e a espirrar para cima dos outros durante mais tempo, no entender destes “especialistas”, é característica própria dos tais “supertransmissores”, portanto claramente indispensável mencioná-la na descriçã taxonómica dos mesmos…Haja paciência!

Covid19: Estamos mais imunizados do que supomos, escreve o Epidemiologista Anónimo

Aquele número enorme, 80 % de gente que contacta com o vírus não é infectada (v. dados do “Diamond Princess” e do “Theodore Roosevelt”, e outros) podem ser explicados por IMUNIDADE CRUZADA com outros coronavírus, da meia dúzia que anda por aí nas “gripes sazonais” e constipações.Em sítios civilizados, conservam-se amostras de sangue. No caso dos dadores, é prática estabelecida; mas em alguns países conservam-se amostras (de sangue e de tecidos) dos doentes que morrem em condições clínicas não completamente explicadas. Digamos que são “depoimentos para memória futura”: mais tarde, perante o aparecimento de outros casos com a mesma sintomatologia atípica, vai-se ver se correspondem ou não à mesma coisa.Na Califórnia, usaram as análises de dadores recolhidas entre “early 2015” e “early 2018”. A que conclusão chegaram? que cerca de metade desta amostras, provenientes de indivíduos que não tiveram contacto com o SARS-CiV-2 causador da COVID-19 porque ele ainda não tinha aparecido, tinham glóbulos brancos a ele reactivos!Ou seja, esta fracção da população com IMUNIZAÇÃO CRUZADA POR EXPOSIÇÃO A OUTROS CORONAVÍRUS é uma parte SUBSTANCIAL da IMUNIDADE DE GRUPO: não são necessários tantos contactos com o novo vírus para se atingir a protecção da população.O que torna ainda mais estúpidas TODAS as medidas de contenção que foram postas em prática..

Para aprofundar o tema, queira o leitor examinar o artigo seguinte, basta ler o Summary; passe por cima dos abracadabras e exprssões cabalísticas e detenha-se apenas no texto em “plain English”:
https://www.cell.com/action/showPdf?pii=S0092-8674%2820%2930610-3