A «Visão» lírico-prática do Engº Costa Silva para a Recuperação pós Covid

Para satisfazer as condições da União Europeia (UE) vale a pena ler o Visão estratégica para o plano de recuperação económica e social de portugal 2020-2030, elaborado pelo Prof. Engº António Costa Silva, a  pedido do Primeiro Ministro? Vale a pena ler devido sobretudo ao desafio modernizador umiversalista e às listas de ramos de atividade económica inovadores a que devemos dedicarm-nos mas convém não esperar um visão global de uma qualquer estratégia nacional.

Essas listas de ramos de indústrias e serviços constam sobretudo da segunda parte do texto, que leva um título inesperadamente barroco: Plano para a Recuperação Económica e Social em Portugal   
Finalidade, Visão, Missão e Objetivos
(pp. 48 a 103). Esta parte é a maior do texto. Segue-se-lhe em dimensão a primeira, intitulada A crise sistémica e lições para Portugal (pp. 7 a 48). Que articula de modo nem sempre claro a crise do Covid-19 com as mutações globais do capitalismo na sua atual fase de  globalizaç«ao, isto é, de mercado livre mundial.  Bem interrpetada, esta primeira parte substântiva desafia-nos a assumir lugar fronteiro na modernidade, o que a torna simpática embora por vezes líruica. O texto inclui ainda algumas parte mais breves: Investimento e financiamento (pp. 100-110), Condicionantes, limitações e oportunidades, na qual o sistema bancário é extraído ao financeirto  para dar as mão aos papéis do Estado,   dos reguladores, da Justiça e da formação de mão de obra (p. 111 a p.120, na qual acaba a obra). O texto não inclui o habitual «sumário executivo»,  o que equivale a dizer ao leitor: «não continues a ler.me». Mas O Economista Portugu^ês  não aceitou esta injunção e continuou a ler.

É duvidoso que as «visões globais»  preencham alguma função textual efetiva.  O texto defende uma «economia circular», sinónimo de tud é reciclado, mas as indústrias apontadas como favoritas  são de ponta e a propósito delas escasseiam as aplicações dessa noção de circuaridade.  A palavra visão  foi inserida por certo para prevenir a crítica fácil que um único homem não teria condições de produzir um plano para um país. Mas já estaria à altura de propor uma visão global. Esta visão parece coincidir  com a mais recente política da União Europeia (transição digital, eliminar o CO2, energias limpas, reindustrialização, algum protecionismo disfarçado).  O Engº Costa Silva assum-se como adversário do neoliberalismo, o que lhe dá algima respiração para o lado da geringonça, e  lhe permite reforçar o papel do Estado, ainda que este reforço seja equívoco (pois se refere não ao Estado mas à socialização, no sentido usado pelo Papa João XXIII na encíclica Mater et Magistra) e não se situe nem à esquerda nem â direita: o Presidente Macron acaba de ressucitar o Comissariado Geral do Plano, que serviu tanto gaullistas como socialistas.

Se a visão é cmum, falta a estratégia. Só há estratégia quando são fornecidos critérios de hirarquização das opçõs.  Só que estes faltam.  A falta mais notória é a do custo fnanceiro de cada projeto e da execução do plano no seu conjunto.  O Engº Costa Silva, numa interessante entrevista ao canhoto.blogspot, informou que num texto à parte  contabilizou os diferentes projetos e entregou essa conta «a quem de direito», isto é,  ao Primeiro Ministro, por tal matéria ser da competência do governo. O que é discutível, pois os critério de hierarquização são eles próprios sucetíveis de debate. Sem acesso às contas, o leitor sente-se participante não num debate  social a sério mas sim num daqueles jogos socisis que dantes animavam os serões.

Não havendo contas, é natural que  nunca nos seja dito se um dado projeto é rendível, a partir da dotação incial de capital (gratuito ou quase) ou se continua a exigir subsídios públicos depois de entrar em funcionamento. Mas a leitura do plano de Costa  Silva sugere que a preocupaão de justiça soc ial passa à frente da de rendibilidade económica. A ausência de opção entre o social e oeconómico permeia todo o texto e de alum modo afeta a sua operacionalidade enquanto instância de reflexão.

Acrescente-se que  não estamos perante um verdadeiro plano, pois os diferentes projetos avançados não foram objeto de nenhum estudo de viabilidade: e mencionado o projeto x, mas não sabemos se á condições para que ele seja executado entre nós.

António Costa Silva (franzido, por saber o que o espera)

Não está mos perante um plano por uma outra razão:   porque não é examinado o efeito da interação das difertentes variáveis umas sobre as outras. Por exemplo: é-nos dito que devemos proceder a um esforço de formação da mão de obra mas não nos é dito como se compatibiliza este objetyivo com a imigração maciça de mão de obra sem qualquer qualificação (ou próxima do zero).

A principal diferença entre esta «Visão» e os programas de governo que outrora enxameavam as nossas campanhas eleitorais está no mar português, na Zona Económica Exclusiva e quejandas.  O Engº Costa Silva nunca procede a um ponto de situação do lugar do nosso país na divisão internacional do trabalho mas  sabe que a mão de obra portuguesa é pouco formada, que as nossas  empresas estão afogadas em dívidas,  que as despesas em investigação são metade do que deviam ser (sabe porque o escreve) mas depois deste retrato prático   pinta-nos um Portugal  de sonho,  na vanguarda tecno-científica do mundo. Uma longa citação esclarecerá: é vital Portugal aderir ao Projeto Internacional Argo, que colige informação sobre o mar, com base em boias de sensores que descem até 2000 metros de profundidade em ciclos de 10 dias. Esta informação está a revolucionar a oceanografia e a climatologia e vai permitir mudar a nossa relação com o mar, fazendo intervenções com base na ciência e no conhecimento. E isso muda tudo, não só em termos da proteção dos ecossistemas, mas também da necessidade de lançarmos, em particular nos Açores, as bases de uma grande Universidade do Atlântico, em ligação com as outras Universidades portuguesas e Centros de Investigação, transformando os Açores numa plataforma tecnológica para o estudo do clima, do oceano, da terra e da meteorologia» (pp. 55-56) Portugal nem sequer participa neste projeto pioneiro mas, mal participe logo subirá ao centro do tablado mundial, a golpe de subsídio universitário e climatérico.  A «visão» parece sugerir que devemos repetir com o mar o drama da ocupação efetiva  do territótrio das nossas colónias africanas depois da Conferència de Berlim (1884-1885) arruinar as finanças públicas. Mas o método não explica como se soberm escalões na divisáo mundial do trabalho.

A «visão» do Engº Costa Silva assenta no método dos «clusters», ou na linguagem mais moderna das «cadeias de valo».   É um método mais de engenheiro do que de economista ou de empresário:  assenta no pressuposto que a realidade oferecerece sempre alguma matéria prima. Por isso entronca bem no princípio maoísta de contar com as próprias forças, de que a «Visão» se apropria, ainda que sem o assumir. O problema é não demonstrar se essa matéria prima uma vez transformada  é suscetível de ser vendida com lucro ou é apenas um atividade técnica, apenas possvel dentro de fronteiras  protegidas. Esta dúvida perpassa toda a «visão». E permite-lhe oscilar entre o sonho de um Portugal exemplo para o mundo e o Portugal país que tenta deixar de ser pobre e marginal.  G. W. F. Hegel diria que o Engº Costa Silva mata  as doença do seu sonho com um excesso de realidade. 

A principal ausência desta Visão é nunca volocar a questão monetária: qual a paridade do euro mais favirável ao crescimento estável da economia portuguesa? Esta questão não só não é respondida como não é sequer invocada,

A «visão» é também insensível à problemátia das realões sociais. Por exemplo:  a corrupção nunca é referida de modo expresso e não é sugerida nenhuma medida para a diminuir na aplicação das verbas que se prepararm para rumar do Reno para o nosso país. Ora todos sabemos que  os fundos europeus, depois do licencuiamento económico e dos PDM, são a maior fonte de corrupção no nosso país. E. Já agora, qualquer pessoa de bom senso sabe que nenhu país com o nosso grau de corrupção  consegue ascender na divisão social do trabalaho (ou nas cadeias de valor).O Engº António Costa Silva tem por certo mais talento para resolver problemas práticos do que para teorizar com reoilver problemas páticos Dará um excelente ministro da Economia… A sua «visão» dá-nos informação e dá-nos que pensar.  Mas, por favor, não mandem para Bruxelas traduzida em cação francês, como diria o Eça:  é que não é o género e os eurocratos, depois do nosso fracasso com o Covid-18 e a temporada turística, poderiam pensar que no melhor país do mundo os maluquinhos tinham tomado conta do hospício. Se quiserem traduzir a Vião em francês, juntem-lhe as contas e eliminem-lhe a dualidade, cortando o lado lírico.     

Texto da «Visão»

https://www.jornaldenegocios.pt/pubs/pdf/visaorecuperacao20202030.pdf    

Empréstimos Covid da UE: Grécia mais de 40% à frente de Portugal

A Grécia recebe mais 46% do que Portugal dos empréstimos bonificados   para obter a recuperação face ao Covid19, consoante foi aprvado na reunião do Conselho de Ministros ontem terminado.  Os subsídios só serão concedidos depois de aprovados os planos dos empréstimos, segundo se deduz do comununicado  do Conselho Europeu (https://www.consilium.europa.eu/en/meetings/european-council/2020/07/17-21/ e informação e background para os valores concretos: https://ec.europa.eu/info/live-work-travel-eu/health/coronavirus-response/recovery-plan-europe/pillars-next-generation-eu_en).

A confirmarem-se estes dados, eles só serão devidos à superioridadade da diplomacia helénica:  a Covid não bateu mais forte na pátria de Platão e os voos charters já começaram a descarregar turistas para as ilhas gregas, ao  passo que o nosso Algarve se mantém deserto e desempregado. Ainda não foram  divulgados os números nacionais para o próximo orçamento plurianual. Quando ele for aprovado,  no começo do próximo outtono, convirá verificar se o nosso país é de novo lateralizado.

Covid19: O Epidemiologista Anónimo explica aos nossos Pseudoespecialistas como acaba uma Epidemia

Os nossos pseudoespecialistas de saúde, se lerem o artigo seguint, ficarão a saber de que modo acaba uma epidemia. O Epidemiologista Ata Anónimo enviou-nos um texto cujo estilo aparentemente pessoal não esconde uma crítica profunda da política do SNS e dos seudoespecialistas face ao Covid19. Aqui o deideixamos à apreciação d leitor.

         A propósito do último artigo de Zaruk (https://risk-monger.com/2020/07/17/a-risk-management-process-fit-for-the-21st-century/ ), escrevi-lhe uma curta mensagem dando conta da minha última reflexão sobre a COVID-19. O assunto já não me interessa minimamente do ponto de vista científico: apodreceu, está entregue aos abutres e às hienas. Nada a fazer, quem usou a ciência está mais ou menos bem, quem se agarrou à superstição e ao obscurantismo recusa ver (e já nem digo “pensar”) os factos, a fé tem mais força que a razão. Como disse há meses, quando aqui decretaram o estado de sítio, a epidemia seguiria o seu curso; e seguiu, como se vê. Só os “especialistas”-ideólogos desta governação é que estão “perplexos” e não sabem dizer outra coisa senão que é preciso “muita prudência” e outras tretas que agradam ao poder. Dá sempre jeito ter uma justificação “científica” para suspender e manter suspensos os direitos e liberdades das pessoas. Só os “especialistas” é que parecem não saber que uma epidemia de uma virose não se “contém” a não ser com o isolamento da zona de origem desde a origem: veja-se o que se fez com o Ebola: grande parte da África Ocidental foi de certa maneira “isolada” e apenas raras pessoas atravessaram essa barreira para o exterior, se bem me recordo foram quase todos profissionais de saúde infectados em serviço. Só assim se evitou a dispersão do vírus pelo resto do mundo e se conseguiu combater a propagação da doença na região de origem. Onde não foi extinta, note-se bem. Só os “especialistas” é que não entendem que uma virose das vias respiratórias, uma vez entrada numa população, não se “erradica”. Só os “especialistas” é que parecem não entender que fechar em casa uma população onde um destes vírus já está presente apenas adia o curso da epidemia, que apenas terminará quando se atinge a imunidade de grupo, algo que para a COVID-19 ocorre quando cerca de 20 % da população teve contacto com o vírus, quer esse contacto tenha sido “descoberto” com os “testes”, quer tenha passado despercebido às autoridades sanitárias, como aconteceu na “cintura proletária” de Lisboa durante meses. E, acrescento, ainda bem que assim foi, pois contribuiu para a imunidade de grupo que as mesmas autoridades tanto têm feito para evitar ou atrasar. Escrevi “cerca de 20 %” da população ter contactado com o vírus. Não escrevi “ter ficado doente”, pois a quase totalidade, cerca de 4/5 (possivelmente mais) não adoece. Podia ter usado outro “índice” algo grosseiro: cerca de 500 mortos por milhão de habitantes. Grosseiro, porque o seu valor variará, por vezes muito, com a densidade da população e, especialmente, com a sua distribuição etária: os velhos vivem mais tempo nos países mais desenvolvidos, por isso nestes a letalidade tenderá a ser mais elevada. Como acontece com todas as doenças que aparecem ou se agravam com a idade: neste aspecto, esta doença não é diferente das outras. Estes números não andam muito longe do que disse vai para dois meses o epidemiologista sueco Anders Tegnell, altura em que também afirmou que, quando a epidemia terminar se verá que, em qualquer país, o número de mortos por milhão de habitantes terá sido aproximadamente o mesmo, independentemente das medidas tomadas pelos políticos. Só os “especialistas” que estão à espera de uma vacina é que não entendem que as vacinas contra as doenças contagiosas só actuam através da imunidade de grupo e que por isso contrariar ou retardar o processo de atingir a imunidade de grupo é um contrassenso. Só os “especialistas” é que parecem não entender que o aumento do “número de casos” depende do número de testes que se fazem e não do progresso da epidemia. Por isso os mesmos “especialistas” não entendem como aumentando tanto o número de “casos”, o número de doentes e mortos por semana vai diminuindo. Só estes “especialistas” não entendem que este facto tem uma explicação simples: reflecte o nível de imunidade de grupo que já foi atingido.

Ajuda Covid da UE: acordo falhou devido à Corrupção percecionada?

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Corruption_Perceptions_Index

Falhu ontem a segunda (ou a terceira) vaga de negociações da UE para resolver a questão do financiamen pós-Covit. O problema é complexo e exige que aprtrodundemos a reflexão. Sera que os estados membros da União Europeia (UE) votam a ajuda pós Covid (e o orçamento plurianual) de acordo com a corrupção percecionada pelos inquéritos da Transparency International? Os dados do gráfico acima sugerem isso mesmo. Vejamos com mais atenção. O grupo de países mais à esquerda inclui os «frugais», que querem reduzir o elemento de subsídio da UE, e apenas associam Estados-membros com corrupçãso baixíssima. A Alemanha surge siolada mas integraria esse grupo pelo seu valor de corrupção percecionada. Estão a seguir os quatro países latinos: a França é o de menor corrupção percecionada mas, se integrasse o primeiro grupo, passaria a ser o que dentro dele era visto como mais corrupto. A corrupção percecionada da Itália levá-la-ia pata o quarto grupo, os dos quatro países de Visogrado. São percecionados como mais corruptos. mas variação dentro dele é grande. São estes países que suscitam maior animosidade do grupo de países ditos frgais. Num certo sentido, os «frugais» são países credores mas a lógica da anticorrupção remete-nos para uma lõgica social mais profunda, e mais dignificada, a lembrar a oposição qie Max Weber estabeleceu entre o capitalismo calvinista e o católico. Deixemos de lado o estranho caso da França.

Carlos Vale Ferraz parece que os «frugais», nomeadamente a Holanda, o seu chefe de fila, não são flor que se cheire e admite que eles sigam o exemplo britânico e deixem a União Europeia. Talvez deixem. Mas esta grelha analítica pretende ser … analítica e não valoriza nenhum grupo de contendores.

Para resolver a presente crise, a UE tem que ir mais fundo e mediar entre o calvinismo e o catolicismo romano. O Brexit enfraqueceu Antes do Brexit, os «frugais» podiam construir duas minorias de bloqueio: nas votações do Conselho de Ministros da UE: com a Inglaterra e com a alemanha. Hoje só têm uma minoria po de bloquei possível: cpm a Alemanha. Não precisamos de proceder a um grande esforço de compreensão para percebermos que aqueles países não quererem aparecer com Shylocks que se opões a que o produtos dos seus impostos seja geridos em Roma, em Paris, em Madrid e mesmo em Lisboa com a benção talvez contrariada da Alemanha. Talvez. O Economista Português aplaude o esforço germânico e merkeliano de dar uma liderança generosa à UE mas não quer deixar de recordar o que pensam muiotos eleitores da UE: a Srª Merkel, antes de se converter ao neoliberalismo, já tinha sido uma importante dirigente comunista. Onde parara a sua evolução? Muitos eleitores alemães e dos cinco «frugais» colocam esta pergunta.

Para ajudarmos Berlim a resolver esta crise, temos que aprofundar a nossa análise dos países da UE e das reeformas necessárias para anular o conflito letal entre o capitalismo calvinista e o católico.

Rui Rio transforma Ricardo Salgado em Perseguido político

Belzebu Ricardo Salgado afinal é também perseguido político

Rui Rio elogiou a «coragem» de Passos Coelho ao enfrentar um homem «poderoso», Ricardo Salgado. A narrativa de Rio é inovadora: à época dos factos, Ricardo Salgado não era o poderoso chefe da maioria parlamentar, este cargo pertencia a Passos Coelho, Salgado pedia-lhe que instruísse a Caixa Geral de Depósitos para  apoiar o BES.  

Esta intervenção de Rio altera a narrativa oficial sobre o responsável do BES: a narrativa oficial apresentava R. Salgado como um verdadeiro demónio , metido na ordem por um impoluto regulado independente, o Banco de Portugal de Carlos Costa, mas afinal o Belzebú Salgado era objeto de um conflito com o Primeiro Ministro, Passos Coelho.  A referência à coragem» de Coelho revela o conflityo deste com Salgado. Mas então o Belzebu Salgado é também um perseguido político: em 1975 nacionalizaram-lhe o banco da família, wm 2014 confiscar-lho. R. Salgado era «poderoso»? Vemo-lo de jolehos perante o chefe de governo que o levara à falência.

Talvez as declarações de Rio tenham efeitos não sõ olíticos mas também jurídicos.. R Salgado está a ser julgado num Tribunal de Instrução Criminal cpnhecido ppela rebveladora alcunha de Ticão. O Ticão é censurado por vários juristas  pois o seu juiz favorito  tem tantos processos que não tem tempo para os ler a todos, além de ser duvidoso que tenha sido escolhido de modo imparcial. Talvez Rio tenha aberto a porta à anulação da acusação a R. Salgado no caso Universo BES, ou no nosso ordenamento legal ou no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Fonte das palavras do Dr. Rui Rio:

https://ionline.sapo.pt/artigo/703255/rui-rio-junta-se-ao-coro-de-elogios-a-passos-coelho-?seccao=Portugal_i

Dr. António Costa : «entre la poire et le fromage», peça Corredores ferroviários

O Economista

Português  atreve-se a sugerir a sugerir ao Sr, Prtimeiro Ministro  que aproveie o período « entre a pera e o queijo do próximo jantar do conselho europeu para obter apoios à aprovação de corredores ferroviários transeuropeus.

Eis o que sugerimos que diga aos alemães, aos italianos, ao grpo de Visogrado e ao grupo de Arraiolos: a União Europeia  (UE)  quer que substituamos as energias produtoras de gases com efeito de estufa por energias limpas mas ao mesmo tempo  fecha os nossos combóios com acesso direto às outras capitais europeias. Como todos sabem, o comboio é menos polutente do que o carro ou o avião. Ora aA França pôs  termo unilateralmente ao Sud Express, um dos mais antigos e prestigiados comboios europeus, e, já no meu governo, a RENFE fechou unilateralmente o Lusitaniia Expresso. Passageiros portugueses para o resto da UE terão que ir de carro de avião, dois meios de transporte ricos em CO2. Em breve começará a guerra ao transporte ferroviário  de mercadorias o que culminará no isolamento europeu do meu país já

A que nem todas as mercadorias são exportáveis em navios de caboragem europeia ou de avião.  Mas o boicote da UE ao nosso tráfego ferroviário na própria  UE abrange também as mercadorias. A título experimental lançamos há anos um longo combóio de mercadorias para a Alemanha. Foi um êxito. Porém,  a França deixou de lhe dar canal. Assim a UE deve aprovar a constituição de corredores ferroviários transeuropeus, abertos à participação de todos os Estados-membros neles interessados,   ou leiloando os respetivos slots entre empresas ferroviárias ou por um mecanismo  automático que proteja os países marginais ou encravados entre o centro da UE e o Oceando.

Como estarão todos muito tensos ao jantar, o Dr. António Costa verá que este tema aliviará os colegas. E aliviá-lo-a a ele: o nosso isolamento ferroviário só acabará se usarmos a bitola larga mas a bitola europeia  de nada nos serve se for apenas pata a linha Lisboa-Porto.   Sem o apoio dos  outros países da UE, estamos submetidos ao mais drástico isolamento ferroviário. Se quisermos adotar a bitola eurpeia, será de novo a história do TGV, um brinquedo inútil que por causa dessa mesma inutilidade cheira a corrpução.

A França parece o mau desta fita. Talvez não seja. A Gália tem a carteira à direita e o coração à esquerda. Bem conversada, apoiará os corredores ferroviários transeuropeus, pois o Covid conda-a a ouvir esse coração bondoso e a bondade de deixar passar comboios portugueses em nada a prejudicam, apenas esbarra raam com o buroctaismo da SNCF, a  sua companhia ferroviária.

Bom jantar ferroviário , Dr. António Costa.

Ricardo Salgado: Acusado ou Condenado?

Rámos Sopotero de Chiapas, do cartel de Medellin, pousa disfarçaodo de Ricardo Salgado

Ricardo Salgado foi ontem a estrela do telejornal da hora do jantar, pelo meno da RTP1:  foi divulgada a acusação daquele banqueiro como se as acusações estivessem provadas. Era o caso do Universo Espírito Santo.  Em cerca de dez minutos de condenação,  uma voz off disse «as acusações terão que ser provadas» e mais ou menos o mesmo número de segundos  foram dados â defesa.

A acusação salientava os crimes aterradores, entre os quais o de responsável de uma associaçãso criminosa», Como o leitor sabe, quanto mais grave é a acusação mais parece ao espetador qu a culopa do acusado está provada. Este efeito foi maximizado por uma intervenção da Drª Helena Garrido, apresentada como  especialista neutra, que comparou a ação de RSalgado ao esquema de Madoff. Alguém lhe devia ter dito que ela estava enganada, mas o locutor obviamente não entendia o que estava em causa (quando aquela jornalista atacava Ricardo Salgado, ele reagia como se ela o defendesse). Madoff é um escroque norte-americano incomparavelmente menos conhecido entre nós do que a Dona Branca, que aplicou a mesma fraude, conhecida analiticamente como esquema de Ponzi: o banqueiro  só paga os juros do novo capital em depósito com novos depósitos que vai conseguindo atrair dos incautos.  Mas R. Salgado não é acusado de subtrair, pelo menos a avaliar pelo atrabiliário resumo que da acusação nos foi dado: uma das acusações compreensíveisa era que ele transferia tiheiro para empresas da família.  Mas não fugiu com o dinheiro, nem retirou o capital do esquema do BES.  Covém aliãs não esquercer que o Dr Costa, Carlos, governador do Banco de Portugal, impediu o Dr. Ricardo Salgado de continuar a pagar as suas dívidas pois como medida cautelarou punitiva  mandou fechar o BES. Até este fecho, apesar da crise do Lehman Bros., iniciada em 2008,o BES e Ricardo Salgado foram pagando as suas dívidas.O Economista Português continua a acreditar na presunção de inocência. E por isso espera pelas provas da culpa de Ricardo Salgado. É pena que a RTP1 não acredite que os acusados  são inocentes até  que haja sentenças condenatória – e por isso noticiou a acusação como se estivesse a anunciar a condenação, pois mal deu voz ao acusado. Parecia os processos de Moscovo no começp da autocracia de Staline.  Será que em breve teremos um antigp revolucionário,  o camarada Bukharine,  a confessar-se culpado e a pedir justiça …  Este processo de julgamento na praça pública torna difícil a constituição de um tribunal independente. para julgar o acusado.

A triste Sina de Mário Centeno (e nossa)

Mário Ceneno foi unanimemente considerado um excelente ministro das Finanças e um bom presidente do Eurogrupo (inclusive pelos seus adversários). Mas é vítima de uma guerrilha para impedir a sua nomeação como governador do Banco de Portugal.

Esta guerrilha é lamentável e, sendo proveniente de partidos políticos e de deputados, mostra, pela sua falta de razão quão baixo está a descer a política à portuguesa. Ma realidade, as acusações ão disparatadas.

Centeno não é independente? Todos sabnem que é: pôs em risco as suas relações com o Primeiro Ministro para pagar ao Novo Banco. Foi Costa, Carlos, o atual governador, um moço do PSD, quem desacreditou o lugar perante a total indiferença do parlamento.

Também o acusam de falta de independênccia por ter sido um bom ministro das Finanças: ligou o seu nome a decisões que afetarão o futuro do Banco de Portugal. É preciso uma grande schtzpah para prodzuir semelhante acusação.. Independência neste caso refere.se a ser capaz de desafiar as direções partidárias (caso já visto acima) ou a conflitos de interesses económicos (que ninguém evocou) e nunca à ação política do interessado.

Para mais os ataques a Centeno são inúteis: não hã mais candidatos ao lugar. Os senhores deputados melhor andavam se estudassem os problemas económicos portugueses que, desde 1918, não são tão graves como hoje..

Ninguém

A Basílica de Santa  Sofia acaba de ser Islamizada

O Ministro Pedro Nuno Santos anuncia Subsídios sem Limite à TAP

 Pedro Nuno Santos prepara-se para tirar a máscara de ministro e

O ministro das Infraestruturas, Dr. Pedro Nuno Santos, confessou ontem n«o poder garabtir que  «apenas» injetará 1,2 mil milhões de euros na TAP. Só que a  União Europeia (UE) em breve proibirá de novo  a subsidiação de companhias aéreas e por isso o Ministro não será autorizado por Bruxelas  a subsidiar a TAP para lá daquele valor.  Por isso, o ministro confessa que não está em condições de  garantir a sobrevivência da TAP com aquele elevado subsidio.  O ministro Santos  preparam-se para subsidiar largamente a TAP sem ter  procedido a estudo de viabilidade da empresa.

Suponhamos que a UE autoriza mais m subsídio. Será suficiene? O seu custo marginal para o contribuinte português será muito mais elevado do que que (por exemplo) para o alemão, pois o rendimento deste é mais elevado do que o nosso.  Convem não pensar que o Covid19 nos fez levar as tempos de Salazar e de Trotsky nos quais  vicejava o patriotismo económico do Ministro Santos. E por isso, mais tarde ou mais cedo, a UE voltará a  proibir a subsidiação das companhias aereas. Aliás, quem analisa com uidado a autorização concedida a Portugal para subsidiar a TAP  percebe bem que em Bruxelas ninguém agoura longa vida à transportadora aérea portuguesa.

Pedro Nuno Santos afirmou que liquidar a TAP teria custos superior a mantê-la. Mas, como o ministro confessou que não sabe quanto terá que pagar a mais de subsídios à TAP, confessou ipso facto que não sabe quanto  custará o caminho em que quer meter-nos. Se o ministro Santos  soubesse fazer contas, perceberia que por isso não está autorizado  dizer se o seu caminho é mais caro ou mais barato do que fechar a TAP. Só que Santos sabe contar histórias de fadas mas não sabe contar com números. Aliás, nem julgou necessário dizer-nos quando custaria a falência da TAP. Por certo porque não estudou este problema.

O ministro Santos lançou ontem alguns números soltos sobre a TAP. Examinemo-los.

  • A TAP exporta 2,6 milhões de euros: o valor é impressivo mas esqueceu-se de dizer quanto importa (combustíveis,  pagamento dos aviões ao estrangeiro, para não falar da importação de capitais para financiar a dívida da TAP a curto prazo renovável). Se o   Santos soubesse contar número, saberia que não pode comparar o subsídio de 1,2 mil milhões que é um valor acrescentado com uma venda, como é o caso dos bilhetes e dos fretes. As vendas são por definição superiores aos valores acrescentados e por isso a comparação é enganadora e revela o espírito banáusico de quem a faz;
  • A TAP compra a empresas nacionais 1300 milhões de euros por ano.  Este argumento é mostra o esmero de Santos em demonstrar o seu desconhecimento do assunto: se considerarmos  aquelele valor de compras corresponde a 650 milhões de euros de valor acrescentado (uma taxa de conversão por certo favorável), el corresponderá a 0,3% do PIB.  Santos não compara este valor com  o acréscimo do nosso PIB proveniente da montagem de uma solução alternativa à atual TAP. Para ele só há uma solução, tudo o resto são trevas exteriores.
  • O Ministro diz que os 1,2 mil milhões dão folga na liquidez mas, no seu simplismo económico, esquece-se de dizer o que acontecerá à conta de ganhos e perdas da TAP: aumentará o dinheiro em caixa mas aumentará mais o défice de exploração e mais ainda o défice da conta de ganhos e perdas.

O Ministro Santos louva-se nas negociaçóes com os privados da TAP para justificar a solução da negociação. Será que o ministro Santos  espera que alguém leve a s+ério este argumento?

Da entrevista do Ministro Santos  dezuimos ainda que ele não tinha uma solução alternativa a negoiar com os provados da TAP. Se tivess um plano B, por certo o teria referido ontem. Porque não foi estudada a solução  usada na Swiswair e na Sabena: deixar falir a companhia e fundar uma nova (Swiss, Brussels Airlines)?  Foi estudada a hipótese de exigir garantias aos acionistas privados a troco do financiamento autorizado por Bruxelas? Há anos, a Lufthansa manifestou algum interesse pela TAP.  A Lufthansa foi sondada?  Ou a de manter apenas as linhans tendíveis e comportáveis com a dimensão do país?   O Ministro Santos devia ter estudar estas hipóteses (entre outras) e não tem o direito de  invocar ignorância da crise da TAP pois referiu-a frequentemente nos últimos meses.

É desnecessário comentar os chavões ministeriais não justificado; empresa estratégica, reforça a  coesa nacional, etc.

Se o Ministro Santos  esquece as questões económicas da TAP, o seu planeamento político da TAP  é sistemático: garante aos assalariados da transportadora aérea  que o seu salário será sempre pago, o que revela  as suas dívidas políticas no caso em debate,  e estabelece um regime social de afrontoso privilégio; quer  a nova TAP a fazer carreiras de aviões vazios para a Anadia e arredores, por ignorar que assim arruina a  empresa reconvertida ou aumenta-nos os impostos para subsidiar as linhas aéreas eleitorais.

O Ministro Pedro Nuno Santos falou a TAP em tom de réu mas réu eombativo e eleitoralista.  O leitor julgará da credibilidade das suas afirmações a partir do seguinte exemplo; depois repetir a afirmação que diz sempre a verdade ao seu povo, declarou, sem se rir,  que não tinha tido nenhum  nenhum conflito  com David Neeleman.

O Economista Português afirmou há dias que a nacionalização da TAP seria a sua entrega aos boys dos partidos políticos, e em particuar aos boys socialistas. A entrevista de ontem deu-nos razão mais cedo do que contávamos:   Pedro Nuno Santos deixou cair a máscara de ministro e mostrou  que é um boy, pronto a deitar dinheiro público pela janela fora,  devido a uma ministura de  incompetência e  de insuficiência de boa fé para com os contribuintes e os eleitores em geral.

O Econiomista Português  espera que, dada a gravidade da situação, o Sr. Primeiro Ministro aceite o pedido de demissão do Ministro Pedro Nuno Santos. Será fácil reconvertê-lo na política local nortenha, para a qual revela méritos.