Dívida grega: Centeno vota pela Grécia contra Portugal

CentenoAfagadoPorStaebler

O Ministro Doutor Centeno pede ao advogado Schäuble, ministro alemão das Finanças, para lhe passar a mão pelo pêlo. O Ronaldo das Finanças aumenta os impostos dos portugueses para manter o dito Schäuble bem disposto para com ele. O ministro grego segue a estratégia oposta e consegue mais… para os gregos

A chamada União europeia (UE) e  o Fundo Monetário Internacional (FMI) acabam de dar mais uma «tranche» à Grécia. Tranche  é chic  e sai-nos mais barato do que se for empréstimo gratuito.  Demos oito mil milhões de euros.  Um vigésimo do PIB português, coisa de nada, o que custa ao leitor a ganhar em três semanas.

O Doutor Centeno protestou? Talvez, mas protestou tão tão baixinho que ninguém o ouviu. O doutor Centeno gosta que o sr. Ministro das Finanças alemão lhe passe a mão pelo pêlo, gosta da miragem de ser  presidente do Eurogrupo, o que que causa alívio no Banco de Portugal, onde lhe atribuem remuneradores propósitos para a época posterior àquela em que putativamente nos salvou financeiramente (aumentando o que pagamos aos nossos credores).

À saída da reunião, a Srª diretora geral do FMI, Christine Lagarde, declarou que era um «second best» (melhor que nada,, em português tradicional. A melhor solução era perdoar a dívida impagável (curiosamente, a tese d’ O Economista Português, que a esquerda abandonou a benefício da mesa do orçamento…. português). 

À saída da reunião, o ministro francês disse que, se a economia grega crescesse, lhe perdoariam a dívida.

O contrário do que nos fazem a nós: mandam-nos crescer para pagarmos uma dívida impagável.

Horas depois, a Espanha protestou,. Teremos que ir para espanhóis para defendermos os nossos interesses de portugueses? Ou para nos defendermos basta o governo português lisonjear o ego do Doutor Centeno e dizer-lhe que ele presidirá o … eurogrupo? O Dantas é espanhol pum, escrevia o Almada nos anos 1930.

Escusado será dizer que até ao momento deste post, os meios de comunicação social não referiram nada deste benesse grego e deste achincalho português. Porquê? Excesso de competência? Excesso de independência em relação ao Doutor Centeno?

A nossa dívida pública já não é lixo?

 

DívidaPública2011a2017

Há dias, o Sr. Primeiro Ministro afirmou que «faz pouco sentido» o rating da nossa dívida ser o mesmo de 2011 pois «a situação muito diferente». Esta frase vem à boleia da proposta da Comissão bruxelina para que Portugal saísse do Procedimento por Défices Excessivos. Qualquer primeiro ministro é um profissional do otimismo.  O Dr. António Costa desempenhou o seu número e desempenhou-o bem.  Mas terá razão?

A Standard & Poor, a maior das agências de rating, já se explicou e, em resumo, disse não há garantia que a recuperação financeira seja «sustentável».  Este adjetivo é demasiado simpático para nós. Com efeito, a solvabilidade de um Estado é medida em função de dois critérios: o saldo primário do seu orçamento em o crescimento da sua economia, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) ou indicadores aparentados Se o PIB não cresce, aumentar o saldo primário padece de um custo  eleitoral insustentável.

Vejamos os dois critérios. O saldo primário já cá está mas é tão pequeno que não dá para pagar a dívida pública.  E demorou tantos anos a conseguir que, lá de fora, poucos acreditam que resista a duas eleições.

O segundo critério não dá melhores resultados. A solução negociada com a troika aumentou muito a nossa dívida pública, como mostra o gráfico acima. Em contrapartida, o nosso PIB diminuiu, o que torna   mais difícil pagar a dívida. Talvez já tenhamos recuperado o que perdemos com a crise («reverter», como diz o governo) mas não estamos melhor do que em 2011 do ponto de vista dívida/potencial de pagamento. Pelo contrário.

Para o primeiro critério a situação é parecida com a de 2011, pois não há confiança na estabilidade das medidas orçamentais, e para o segundo o remédio que ministraram à economia portuguesa agravou o mal. A dívida pública portuguesa só é  sustentável com o apoio do Banco Central Europeu (BCE). Que ninguém sabe como agirá.

Há um terceiro facto, de psicologia económica, que nos mantém no lixo: Portugal enganou as agências de rating quando pediu ajuda à União Europeia. É humano supor que aquelas agências não querem que voltemos a enganá-las. Por isso jogam no seguro. O seguro é a classificação lixo.

O Economista Português lamenta ter que contrariar a vaga de otimismo que assola o nosso País e ameaça ser mais perigosa do que a vaga de incêndios.  Mas os factos são casmurros.

G7: A Alemanha Ganhou a 2ª Guerra Mundial, Declarou Ontem a Sr.ª Merkel

Voltou o destino alemão: «chefia alemã, destino alemão», reza o cartaz nazi, acima, à direita. À esquerda, o segundo título do Frankfuerter Allgemeine, que se lembra bem do sentido histórico da palavra Schicksal

A cimeira do G7 acabou no passado fim de semana.  O G/, como o leitor sabe, agrupa as sete maiores economias mundiais.  Desta vez, o G7 alcançou acordo em torno de umas palavras ineficazes contra o terrorismo, que pouco tema  ver com a economia, e discordou nas duas questões económicas importantes:  as climáticas e as do comércio internacional.

O Presidente Trump não se entendeu com os outros sobre a paridade do Euro. Trump discorda da política económica alemã – o que, se soubéssemos disso tirar partido, aumentaria a nossa margem de manobra no seio da União Europeia.  A Srª Merkel não gostou. e passou ao ataque: «a Europa tem que tomar o seu destino nas suas mãos».

A frase é de cunho leninista. E a chancelarina usou a palavra Schiksal. É uma palavra carregada: era um dos termos cultos do nazismo e um dos termos do seu culto. O leitor encontra-a grafada no alfabético gótico no cartaz acima (é o último termo da última linha). Sintetizava nos anos 1930 e 1940 o domínio germânico sobre a Europa: era o destino. Afinal não foi.

A Sr.ª Merkel não é nem nunca foi nacional-socialista; foi, sim, sovieto-socialista, pois dirigiu a propaganda da Alemanha comunista, submetida à União Soviética. Abaixo tem uma fotografia dela nessa sua época.

MerkelNua

A SrªMerkel merecia o prémio Nobel da irresponsabilidade pelo modo como destruiu a política  da União Europeia contra a imigração. A srª chancelarina agravou o mal: ela não percebeu que o mundo continua a ser dirigido pelos vencedores da Segunda Guerra Mundial: Estados Unidos, Rússia, China. A Alemanha perdeu a guerra, o que ela parece ter esquecido. Quem acredita que a Bundesweher, coitadinha, nos defenderá? Ou sequer que defenderá a Alemanha?  A Sr.ª Merkel, e a sua fiel empregada, a Srª D. Ursula Layen, que comanda a defesa alemã, terão ouvido falar em armas nucleares e sistemas de vetores? A imprensa alemã ri-se de Trump, que considera um palhaço ignorante, mas devia rever os filmes do Bucha e do Estica para  lá procurar a sua ignorante palhaça.

Num expectável regresso às origens ideológicas, a Srª Merkel age de novo irresponsavelmente, atacando agora os Estados Unidos e o Reino Unido. Com efeito, os Estados Unidos eram o inimigo da Alemanha comunista quando a Sr.ª Merkel dirigiu a sua propaganda. Se a UE seguir este caminho, que conduz à guerra, Portugal deve reconsiderar o seu estatuto na UE.

A Sr.ª Merkel ataca Washington e Londres por três razões:

  • quer ganhar as eleições alemãs e para isso acende a figueira nacionalista alemã, mascarada de nacionalismo europeu
  • está preocupada com a lógica ofensiva do Presidente Macron, o  cripto socialista francês (e quer ter condições para o ultrapassar na via federalista europeia depois de ter esmagado o Partido Social Democrata Alemão)
  • aprendeu a lição eleitoral de Trump: para ganhar as eleições, é preciso ser-se irresponsável.

Prof. Carlos Portas: Uma Homenagem

CarlosPortasO Prof. Carlos Portas perfez os primeiros oitenta anos e um grupo de amigos homenageou-o.

O Economista Português, há muito seu admirador e amigo, associa-se à homenagem e sublinha que

  • O Prof. Carlos Portas é o inspirador científico da atual horticultura portuguesa: se o leitor comer uma couve nacional, ela tem lá dentro o sabor do Prof. Portas;
  • O Prof. Carlos Portas estruturou a investigação científica agronómica portuguesa desde os anos 80 e direcionou-a desde então no caminho da internacionalização (uma couve é uma couve, ainda que os franceses a tratem por choux);
  • O Prof. Carlos Portas colaborou decisivamente na transformação da ocupação de terras numa reforma agrária, graças ao seu saber técnico-agrário e à sua finura de espírito, estabelecendo um produtivo interface com a política-

Depois do Procedimento do Défice Excessivo > Informação Portuguesa sobre uma Maldade Transpirenaica

SemestreEuropeuPib2017

Quando o nosso crescimento económico passou a ser menos  dependente das exportações,, a Comissão de Bruxelas passou a considerá-lo melhor e por isso digno de sair do Procedimento dos Défices Excessivos (fonte: Comissão de Bruxelas, relatório sobre Portugal do Semestre Europeu, citado no final do presente post)

Os nossos meios de comunicação social, hipergovernamentalizados, descreveram a nossa saída com a chegada à Terra  Prometida. Infelizmente estamos longe da terra do leite e do mel. O leitor dispõe a seguir de uma informação mais objetiva e documentada.

O nosso país saiu do Procedimento de Défices Excessivos segunda feira passada, mas a austeridade continua e talvez se agrave pois a Comissão propôs que sejamos obrigados a respeitar no imediato o limite de 60% do PIB para a dívida pública, que atualmente anda pelos 130%. São estas as duas únicas obrigações contratuais e quantificadas do nosso país.

Para reembolsarmos a dívida pública, mais depressa só há um processo: aumentar o saldo primário, o que exige nova dose de austeridade, com agravamento dos impostos ou diminuição da despesa pública.

Com a saída do «défice excessivo», o nosso país passou do «braço corretivo» do Plano de Estabilidade e Crescimento para o «braço preventivo», como a Comissão esclarece. O braço preventivo aplica pela força as citadas duas metas quantitativas: défice do Estado abaixo de 3% do PIB, dívida pública abaixo de 60% do PIB.  O relatório do Semestre Europeu sobre o nosso país

A Comissão afirma que  a 12 de julho de 2016 nos marcou a meta de ajustamento orçamental anual de 0,5% «para o objetivo a médio prazo em 2017»  e que esse objetivo  está em risco. A Comissão  regressa à descarada economia de bruxaria com a exigência de um «défice estrutural» de 0,25% do PIB. Nenhum destes objetivos tem base nos tratados europeus. E ninguém sabe como os bruxos de Bruxelas-Berlim calculam o défice «estrutural». Os tais 0,6% passam a défice estrutural.

À base daqueles dois objetivos quantificados e constantes dos tratados (défice máximo de 3% e dívida de 60% do PIB) a Comissário tenta governar Portugal. Ora o o princípio dos «poderes implícitos» não se aplica ni direito financeiro europeu. Se aplicasse, ele permitiria à Comissão transformar qualquer Estado-membro numa economia planificada à soviética, para alcançar aquelas metas. Mas é o que a Comissão tenta conseguir com Portugal. Usar aquelas metas para conseguir outros resultados de política económica é chantagem.

Terá que ficar para outro dia a análise de como a classe política portuguesa demorrou mais de cinco anos a equilibrar o orçamento do Estado.  Convém porém desde já salientar o que a Comissão de Bruxelas ganhou: experimentou como governar duradouramente a economia de um Estado.membro, transformando-o de pa+is independente num semiprotetorado. Por isso,  ao abrigo dos tratados, a Comissão tenta agora continuar a ser o Ministro das Finanças e o Ministro da Economia de Portugal.. Convinha à comissão bruxelina resolver agora o caso português:  para mais, o Presidente dos Estados Unidos, Sr. Trump, retirou a garantia do artº 5º do tratado do Atlântico Norte (a NATO), que assegurava a defesa automática da Europa desdentada, o que é suscetível de traumatizar os eslavos do ocidente, que mantêm relações psicanalíticas com a velha Rússia; e, em tempos de Brexit, convém evitar focos de oposição económica  aos credores, tanto mais que no nosso país até os comunistas e outros revolucionários avulsos  lhes cobram as dívidas; a Srª Merkel, a padroeira da Comissão, quer paz e sossego para ganhar as eleições.

As recentes recomendações da Comissão sofrem do habitual ilogismo:  manda-nos pagar mais imediatamente para amortizar a dívida, mas  só deixa crescer por meio das chamadas «reformas estruturais», cujo resultados por definição não são imediatos.

O Sr. Olivier Blanchard tentou salvar a Comissão deste contrassenso imoral, sugerindo que não acelerássemos o ritmo de amortização da dívida.. Veremos se Bruxelas-Berlim o ouvem. Seja como for, acabou o Processo por Défices Excessivos acabou e começa o Processo de Chantagem Excessiva, operado pela Comissão.

As principais recomendações OFICIAIS  da UE estão em

https://ec.europa.eu/info/sites/info/files/2017-european-semester-country-specific-recommendations-commission-recommendations_-_portugal.pdf

O «Semestre europeu» (que prefigura o governo europeu em preparação) inclui um pormenorizado relatório sobre o semiprotetorado

http://ec.europa.eu/europe2020/pdf/csr2016/cr2016_portugal_en.pdf

Causas da Estagnação Económica: Centeno igual à CGTP

Competitividade

Destacado a encarnado: as responsabilidades do Ministro das Finanças e da CGTP na nossa falta de crescimento económico, segundo os empresários   Fonte:  The World Competitivity Report 2016-2017

Entre as causas que impedem o crescimento económico português, têm igual pesoa prático a trapalhada administrativa do Fisco, de que é responsável o Doutor Centeno, e as leis laborais restritivas, pelas quais responde a CGTP.  Esta é a opinião de empresários consultados numa sondagem encomendada na órbita do World Economic Fotum, Centeno ea CGTP entravam mais o nosso desenvolvimento económico do que a taxa dos impostos sobre as empresas.

Esta opinião é a dos empresários instalados no nosso pais. Instalado, isto é, a trabalharem, a empresariarem.  Há outras abordagem aos aos fatores que impedem o nosso crescimento económico. Hoje O Economista Português sintetiza a dos empresários. Os empresários decidem aumentar ou diminuir a produção, de acordo com as suas expetativas de venda a curto prazo, e decidem investir ou não, de acordo com as suas expetativas de venda a médio e longo prazo.  Num certo sentido,  deles depende o crescimento económico.

O gráfico acima resume as causas da nossa atual estagnação económica vistas pelos empresários.,

O gráfico mostra os pontos dados pelos empresários aos obstáculos aos obstáculos ao crescimento económico português (3mpresários portugueses e estrangeiros em Portugal). Quanto mais pontos, mais grave é o obstáculo.  Os fatores de estagnação imputáveis ao governo são pouco menos de metade do total: ineficiência da burocracia governamental, instabilidade das políticas, desempenho da administração fiscal e corrupção. Leu bem: corrupção.

Os fatores imputáveis ao governo seja ele qual for são superiores aos efeitos do IRC, o imposto sobre os lucros das empresas, que o atual governo aumentou (a chamada «geringonça» não  difere dos anteriores tanto como isso)-

Para aumentarmos o nosso crescimento económico, basta que o Governo se autocorrija.

Reembolso do FMI: o Doutor Centeno esquece o Mecanismo Europeu de Estabilidade. Porquê?

Usurarios

O Sr. Ministro das Finanças esquece o mercado e mantém os usrários dentro do templo

O doutor Mário Centeno, ministro das Finanças, resolveu prosseguir a política de reembolso antecipado da dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI),  pagando-lhe dez mil milhões de euros, cerca de um sexto do débito total.

Fonte do seu ministério justificou assim: «A taxa que estamos a pagar ao FMI é de 4,3%, quando hoje as taxas a dez anos, com uma maturidade muito maior, estão nos 3,1%»,

O argumento é exato e deve ser alargado ao Mecanismo Europeu de Estabilidade, a instituição da União Europeia titular dos créditos financeiros ao nosso país: pagamos-lhe mais de 0 % de juros anuais e financiamo-nos a taxas negativas no mercado de curto e médio prazo. A diferença é maior com o FMI medindo-a como o Doutor Centeno a mede, mas a medida dele não está certa, pois troca os prazos (o nosso juro é maior nos prazos grandes).

Que razão leva o Doutor Centeno a esquercer os nossos credores  europeus? O PS e o Bloco de Esquerda nomearam uma comissão de letras gordas que aprovou umas recomendações ineptas e ineficazes sobre a reestruturação da dívida, por ser refém da situação de há dois anos. Será que o Doutor Centeno erra por acreditar nessa comissão? Ou são os nossos credores europeus  que não o deixam poupar nos nossos juros?

A política do doutor Centeno é absurda. O Jornal de Negócios  titulava sem ironia: «

«Centeno dispensa condições mais vantajosas para pagar empréstimos  europeus»

Como o leitor sabe, em proporção do PIB, pagamos o dobro da Grécia, por uma dívida menor. O Doutor Centeno gaba-se do feito e, como não tem oposição,  beneficia da credibilidade. O Doutor Centeno gosta de pagar mais para evitar o contágio grego?  Só pode ter este argumento se ignorar que há mil maneiras de cozinhar bacalhau. O Doutor Centeno gosta de brincar aos ricos à custa do contribuinte.